{"id":120,"date":"2014-08-14T10:35:29","date_gmt":"2014-08-14T13:35:29","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=120"},"modified":"2014-09-11T11:04:44","modified_gmt":"2014-09-11T14:04:44","slug":"santificacao-ou-santidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/santificacao-ou-santidade\/","title":{"rendered":"Santifica\u00e7\u00e3o ou Santidade?"},"content":{"rendered":"<p>Gostaria de apresentar uma s\u00edntese, visto que, n\u00e3o posso compreender a extens\u00e3o deste complexo processo e, todavia se minha capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o fosse mais eficiente, provavelmente ainda apresentaria uma elucida\u00e7\u00e3o imperfeita. Como mau interlocutor n\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de esclarecer d\u00favidas, mas apenas apresentar novos prismas. N\u00e3o sou cientifico e acredito que isso possa excitar voc\u00ea caso tamb\u00e9m seja um\u00a0 tarado existencial. Espero que n\u00e3o entenda minha reflex\u00e3o como exageradamente filos\u00f3fica, pois, a fiz para fins de edifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Acredito que a santidade \u00e9 um processo de plenifica\u00e7\u00e3o. No momento em que escrevo &#8220;plenifica\u00e7\u00e3o&#8221;, meu corretor ortogr\u00e1fico n\u00e3o aceita a palavra, e entendo, quem sabe precocemente, que n\u00e3o se trata de insufici\u00eancia de express\u00e3o de nosso idioma, mas, de um dilema de nossa exist\u00eancia, o que nos deixa com poucos escapes interpretativos. A palavra pleno designa coisas que s\u00e3o por si s\u00f3.<\/p>\n<p>O sagrado trata de objetos ou pessoas \u00a0&#8220;coisadas&#8221;\u00a0consideradas figuras m\u00edsticas ou sacralizadas por institui\u00e7\u00f5es ou grupos. J\u00e1 o\u00a0santo \u00e9 pleno, n\u00e3o institu\u00eddo por pessoas ou tempos mas apenas pela vontade de Deus. Partindo destas pr\u00e9-suposi\u00e7\u00f5es seriamos obstinados e frustrados, pois realmente percebemos que na vida as coisas n\u00e3o funcionam bem assim, e, apesar disso, Deus n\u00e3o se esquece de sua cria\u00e7\u00e3o e como gesto de amor se sacrifica &#8220;pagando&#8221;\u00a0o pre\u00e7o de nos suportar para que sua vontade seja recebida.<\/p>\n<p>Esta afirma\u00e7\u00e3o coloca em choque as bases da vida, visto que, agora que as coisas s\u00e3o plenas ainda vemos e vivenciamos as cat\u00e1strofes (n\u00e3o apenas no sentido natural), mas das personalidades e das consci\u00eancias humanas que persistem em se aprofundar na pr\u00f3pria e deliberada estupidez gerando diversas crises reais.<\/p>\n<p>Importante \u00e9 n\u00e3o confundirmos realidades com circunst\u00e2ncias, visto que as circunstancias s\u00e3o rea\u00e7\u00f5es e a perspectiva de uma realidade plena precisa ser percebida. Para tanto \u00e9 necess\u00e1ria uma sensibilidade capaz de nos desconjuntar em nossa interioridade mortificada plenificando nossa exist\u00eancia como rea\u00e7\u00e3o ao tempo e\u00a0\u00e0 vida.<\/p>\n<p>Agora pensamos em como engatinhar na plenitude, visto que o pleno (teoricamente) n\u00e3o admite processos de plenifica\u00e7\u00e3o\u00a0e a santidade \u00e9 uma caracter\u00edstica integral. Neste momento vejo apenas Cristo, o \u00fanico ser integral, como um ponto de partida e de chegada. Para que eu seja integral devo abra\u00e7ar meus princ\u00edpios e entender que j\u00e1 fui &#8211; enquanto um filho de Deus &#8211; redimido pela cruz, santificado, e devo permanecer e crescer em consci\u00eancia e pratica para que assim minha percep\u00e7\u00e3o enquanto perspectiva se torne gestora da minha vida para uma nova dimensionalidade (ou observa\u00e7\u00e3o). Caminhar com integralidade demanda exposi\u00e7\u00e3o de defeitos (como a \u00fanica coisa da qual devemos nos gloriar). N\u00e3o por crer que agora que vivemos para a liberdade, plenitude e santidade sejamos perfeitos &#8211;\u00a0pois n\u00e3o \u00e9 esta a perspectiva do evangelho &#8211; mas por desejar ser totalmente habitado pela plenitude de Deus mesmo com\u00a0nossas\u00a0\u00a0limita\u00e7\u00f5es (para que n\u00e3o nos gloriemos das obras e reconhe\u00e7amos que somos fracos e fortalecidos pela gra\u00e7a).<\/p>\n<p>Viver em plenitude \u00e9 entender e procurar a verdadeira realidade, que \u00e9 a do amor em lugares imposs\u00edveis aos nossos olhos, por entender que somos constantemente inundados por um Deus onipresente e onipotente, e que das suas indescrit\u00edveis caracter\u00edsticas, a mais relevante que nos foi comunicada e pode ser vivida \u00e9 o Amor. Vale ressaltar que para viver a santidade \u00e9 necess\u00e1rio estruturalmente a f\u00e9 em nossa composi\u00e7\u00e3o, pois sem ela perdemos a perspectivas do pleno e do eterno. Outra observa\u00e7\u00e3o v\u00e1lida \u00e9 a de que as crises existenciais s\u00e3o certas, e n\u00e3o s\u00e3o elas que determinam o n\u00edvel de envolvimento do ser humano com a plenitude, mas, como j\u00e1 dito, a f\u00e9 e o amor s\u00e3o estes par\u00e2metros, pois, a consci\u00eancia em Cristo nem sempre nos eleva, mas, mant\u00e9m a firme convic\u00e7\u00e3o na esperan\u00e7a da plenitude da qual participo.<\/p>\n<p>Temos apenas verrugas de plenitude implantadas dentro do nosso ser, mas diante da exist\u00eancia entendo que qualquer por\u00e7\u00e3o \u00e9 por\u00e7\u00e3o e que o grande na verdade \u00e9 o verdadeiro.<\/p>\n<p>Santifica\u00e7\u00e3o \u00e9 se apaixonar pela vida e pelas suas formas e ess\u00eancias, entender que em tudo Deus est\u00e1, e como rea\u00e7\u00e3o desta grande loucura aprender a am\u00e1-lo. Devemos recriar-nos e reconstruir-nos ap\u00f3s os quebrantamentos, afim de simplesmente encontrar a ess\u00eancia de Deus. Que possamos ter uma f\u00e9 independente do vis\u00edvel e das garantias, apegada ao eterno, n\u00e3o conhecido mas revelado.<\/p>\n<p>Embora havendo tentado elucidar meu ponto de vista em rela\u00e7\u00e3o ao tema, exponho como minha experi\u00eancia di\u00e1ria as frustra\u00e7\u00f5es que sofro, pois, constantemente levo rasteiras enquanto me apego a esta perspectiva. Entendo que os elementos f\u00e9, amor, santidade, devem ser compreendidos e vivenciados. Deparamo-nos com a natureza pecaminosa administrando os nossos dias, nos consumindo pelos frutos da auto justifica\u00e7\u00e3o, afundando as nossas perspectivas e, nestas horas, vejo que a santidade deve ser protagonizada por nossa consci\u00eancia e a reden\u00e7\u00e3o deve ser a \u00fanica ferramenta a permitir nossa perman\u00eancia nesta caminhada. Como disse no inicio, a cruz deve ser o nosso ponto de partida, de condu\u00e7\u00e3o e chegada, pois, embora a plenitude seja completa, ainda pode apenas ser habitada, e como n\u00e3o somos plenos, pela gra\u00e7a somos salvos.<\/p>\n<p>Assim Santidade \u00e9 uma simples perspectiva, ela nada mais \u00e9 do que uma caminhada, e caminhada de consci\u00eancia e f\u00e9 em Jesus.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>V.M.D Brito<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gostaria de apresentar uma s\u00edntese, visto que, n\u00e3o posso compreender a extens\u00e3o deste complexo processo e, todavia se minha capacidade de interpreta\u00e7\u00e3o fosse mais eficiente, provavelmente ainda apresentaria uma elucida\u00e7\u00e3o imperfeita. Como mau interlocutor n\u00e3o tenho a pretens\u00e3o de esclarecer d\u00favidas, mas apenas apresentar novos prismas. N\u00e3o sou cientifico e acredito que isso possa excitar &hellip; <a href=\"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/santificacao-ou-santidade\/\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Santifica\u00e7\u00e3o ou Santidade?<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":13,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[5],"tags":[],"class_list":["post-120","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-santidade"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"","jetpack_shortlink":"https:\/\/wp.me\/p4RFIP-1W","jetpack_sharing_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/users\/13"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=120"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":187,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/120\/revisions\/187"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=120"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=120"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=120"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}