{"id":149,"date":"2014-08-15T15:33:18","date_gmt":"2014-08-15T18:33:18","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=149"},"modified":"2014-12-22T17:36:24","modified_gmt":"2014-12-22T19:36:24","slug":"prolegomeno-a-santificacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/prolegomeno-a-santificacao\/","title":{"rendered":"Proleg\u00f4meno \u00e0 Santifica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n.jpg\"><img data-opt-id=868677784  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-209 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:150\/h:150\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n.jpg\" alt=\"1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:150\/h:150\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n.jpg 150w, https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:300\/h:300\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n.jpg 300w, https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:640\/h:640\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/08\/1959255_10151998451511577_6781849145644319369_n.jpg 640w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a>Em princ\u00edpio, uma defini\u00e7\u00e3o geral para a ideia que denominamos de santidade cabe como meta inicial. Santidade (palavra hebraica, <em>qadosh<\/em>), faz refer\u00eancia \u00e0 \u201cabsoluta alteridade de Deus\u201d; \u00e9 a linha divis\u00f3ria dita radical que nos separa (n\u00f3s profanos) da divindade. \u00c9 dessa conceitua\u00e7\u00e3o que utilizarei para o racioc\u00ednio abaixo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A santidade nos diz <em>acerca de<\/em>&#8230;, aponta para algu\u00e9m que n\u00e3o somos n\u00f3s. Refere-se \u00e0quele que \u00e9 o \u201ctotalmente outro\u201d e n\u00e3o compartilha plenamente dessa gl\u00f3ria com a humanidade. <em>Mas lembremo-nos que somos santificados<\/em>. Sua extens\u00e3o, a santifica\u00e7\u00e3o, faz men\u00e7\u00e3o a um ato ou processo, um meio de frui\u00e7\u00e3o cont\u00ednua entre Deus e a humanidade. \u00c9 aqui que nos encaixamos no plano divino em Cristo e somos atingidos sorrateiramente, como numa piscadela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jesus n\u00e3o disse nada explicitamente sobre a santifica\u00e7\u00e3o, mas disse sobre o santificador. Sempre associo tal a\u00e7\u00e3o ao Esp\u00edrito e lembro-me sempre da grande per\u00edcope no evangelho de Jo\u00e3o 14-16. Ali, o <em>Paracletos<\/em> \u00e9 reconhecido e autenticado por Jesus como \u201cEsp\u00edrito da verdade\u201d (14. 16-17); no verso 26, como o \u201cEsp\u00edrito que \u00e9 Santo\u201d; em 15. 26-27 est\u00e1 associado \u00e0 verdade e tem como fun\u00e7\u00e3o dar testemunho de Jesus; em 16. 7-11, o Esp\u00edrito \u00e9 respons\u00e1vel em estabelecer no mundo a consci\u00eancia de culpabilidade e nos guiar em toda a verdade (na verdade inteira) que Ele ouviu do Pai, anunciando as coisas futuras dentro do presente (v. 13) e glorificando a Jesus em sua proclama\u00e7\u00e3o (v. 14-15).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O ato de nossa santifica\u00e7\u00e3o est\u00e1 relacionado inteiramente com essa pessoa prometida por Jesus e que vem\/veio fazer morada em n\u00f3s. Somos levados a um senso do sagrado, do transcendente, de sua santidade que nos inspira ao respeito, ao fasc\u00ednio a ao terror (numinoso). Somos tocados pelo \u201csagrado\u201d, mas n\u00e3o s\u00f3 tocados, somos inundados por esse Esp\u00edrito que, consequentemente, nos religa ao Eterno. Ele nos traz profundo sentido de dire\u00e7\u00e3o, entendimento, ju\u00edzo, e uma percep\u00e7\u00e3o nova da vida. O te\u00f3logo Wunibald Muller diz, a esse respeito, que somos envolvidos por uma \u201ccamada protetora e criadora de sentido\u201d, como a camada de oz\u00f4nio que protege a Terra e toda vida que nela existe. Um sentido divinat\u00f3rio \u00e9 criado a partir desse envolver, o que gera uma mudan\u00e7a em nossa faculdade de sentir e perceber, de dire\u00e7\u00e3o e caminhar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Com tudo isso, quero dizer que, somos levados a p\u00f4r o Filho de Deus no centro de nossa vida e exist\u00eancia. Passamos a entender que santifica\u00e7\u00e3o \u201cse faz\u201d no presente momento em que uma realidade, al\u00e9m da realidade presente, se abre \u00e0 nossa consci\u00eancia de \u201cnova cria\u00e7\u00e3o\u201d em Cristo. Acontece uma interpela\u00e7\u00e3o e, a partir dela, nosso olhar j\u00e1 contempla uma vida sem Cristo, nossa uni\u00e3o com Cristo e um caminho de santidade a percorrer at\u00e9 a glorifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Assim, a santifica\u00e7\u00e3o se mostra como um caminho a percorrer. N\u00e3o apenas trilhar uma trilha moldada a partir da nossa antiga cria\u00e7\u00e3o. N\u00e3o somos levados a fazer, olhar, agir diferente de tudo o que faz\u00edamos como velha criatura. Somos, sim, conduzidos com a lente do Esp\u00edrito a interpretar a antiga realidade juntamente com a nova e, assim, obter a verdade. Isso nem sempre anula as antigas expectativas, os antigos comportamentos, as amizades, etc&#8230;; pode autenticar e potencializar coisas boas da nossa antiga caminhada. Aqui, no entanto, \u00e9 a linha t\u00eanue entre o que \u00e9 licito ou n\u00e3o fazer ou continuar a fazer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Essa linha t\u00eanue se revela que, em santifica\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m somos livres em Cristo. Essas duas realidades e verdades sobre o crist\u00e3o n\u00e3o se op\u00f5em. A santifica\u00e7\u00e3o aliada \u00e0 liberdade para o qual Cristo nos libertou, novamente tem haver com uma consci\u00eancia que me leva a \u201cser\u201d e n\u00e3o a viver de ritual em ritual. Se tudo aquilo que entendemos por consci\u00eancia e suas faculdades foi\/\u00e9 liberta das r\u00e9deas e n\u00e3o mais se deixa atar pelos la\u00e7os da \u201clei\u201d, das imposi\u00e7\u00f5es fr\u00edvolas ou, se j\u00e1 superamos o jogo do que \u00e9 l\u00edcito ou n\u00e3o, finalmente nos livramos dos conflitos de uma realidade maligna e pecaminosa e passamos ao entendimento mais profundo e de prop\u00f3sito da santifica\u00e7\u00e3o. Mais claro \u00e9 dizer que n\u00e3o existe um \u201cdogma\u201d para a santifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No entendimento de que em santifica\u00e7\u00e3o somos livres e isso nos faz perceber a nova dimens\u00e3o que nos foi outorgada, escolhemos seguir a Cristo. N\u00e3o somente o seguimos, primeiro paulatinamente, mas abra\u00e7amos os desafios de Jesus. Nossa caminhada como peregrinos que somos nesse cosmos \u2013 mundo de sistemas malignos \u2013 passa a ser conduzido pelo Esp\u00edrito como uma jornada espiritual. Essa jornada n\u00e3o \u00e9 apenas m\u00edstica, mas \u00e9 conduzida pelo prop\u00f3sito do <em>religare<\/em> o c\u00e9u com a terra. Dessa forma, a santifica\u00e7\u00e3o do crist\u00e3o ultrapassa quest\u00f5es morais, quest\u00f5es de supera\u00e7\u00e3o e autoajuda, problemas pessoais e, at\u00e9, aquela velha mania de alimentar exacerbadamente o ego. Um processo de <em>kenosis<\/em> (gr. auto esvaziamento) se instala e \u00e9 iniciado. Essa jornada da santifica\u00e7\u00e3o, reatando nossa humanidade e abalando as bases da nossa animosidade, nos transforma diariamente a partir das escolhas que passamos a fazer. E se, em santifica\u00e7\u00e3o escolhemos seguir a Cristo, o caminho n\u00e3o tem muito haver s\u00f3 comigo, mas com Ele e sua jornada nessa terra. Deixamos de seguir a fundo os nossos anseios e utopias dando prioridade ao anseios de Jesus. Em suma, os sonhos, desejos, esfor\u00e7os e cansa\u00e7os, as palpita\u00e7\u00f5es e pulsa\u00e7\u00f5es do nosso cora\u00e7\u00e3o, nossas aspira\u00e7\u00f5es e tudo o que passamos a ser como nova cria\u00e7\u00e3o tem a finalidade de instaurar o Reino de Deus, o Reino de Cristo na terra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Portanto, o c\u00e9u n\u00e3o \u00e9 o nosso destino uma vez que ele se torna nossa miss\u00e3o. Nosso destino, enquanto cumprimos a miss\u00e3o, \u00e9 conhecer a Cristo e ser conhecido por ele e ser achado nele. Seguir a Jesus \u00e9 aliar for\u00e7as com o Esp\u00edrito em Sua miss\u00e3o e descaracterizar a \u201cvelha gente\u201d em prol de \u201cvestir a Cristo Jesus\u201d todos os dias. Eis a santifica\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Para finalizar esse proleg\u00f4meno e destacar a a\u00e7\u00e3o di\u00e1ria do Espirito juntamente com nossa consci\u00eancia que se \u201cveste\u201d e adapta-se a Cristo, a santifica\u00e7\u00e3o \u2013 esse processo pessoal e ativo \u2013 sempre me lembra de uma aproxima\u00e7\u00e3o que idealizo ser coerente com os termos gregos usados para formular a doutrina da Trindade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Como cria\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem e semelhan\u00e7a do Eterno (<em>hommousion, feitos da mesma mat\u00e9ria e subst\u00e2ncia)<\/em>, somos declarados \u201cmuito bom\u201d. A partir de nossa queda, aquilo que era \u201cmuito bom\u201d tornou-se \u201cdepravado\u201d (Lutero). Fomos corrompidos na nossa <em>ousia<\/em> (<em>ess\u00eancia<\/em>) e nossa <em>hypostasis<\/em>, aquilo que expressamos de nossa <em>ousia,<\/em> j\u00e1 n\u00e3o agradava a Deus e era mal aos seus olhos. Deus, em Cristo, mediante o Esp\u00edrito Santo, veio at\u00e9 n\u00f3s e se fez um de n\u00f3s, encarnando nossa natureza para nos transformar. E n\u00e3o apenas nos transformar, mas nos dar novamente de sua <em>ousia<\/em> (extravagante substitui\u00e7\u00e3o) e, desse modo, come\u00e7armos a expressar (<em>hypostasis<\/em>) Sua <em>ousia<\/em> no presente at\u00e9 o grande dia em que voltaremos a ser <em>hommousion<\/em> de Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: right;\"><em>Rafael de Campos<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em princ\u00edpio, uma defini\u00e7\u00e3o geral para a ideia que denominamos de santidade cabe como meta inicial. 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