{"id":226,"date":"2014-08-22T12:04:26","date_gmt":"2014-08-22T15:04:26","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=226"},"modified":"2014-08-22T12:31:09","modified_gmt":"2014-08-22T15:31:09","slug":"oracao-amizade-com-jesus-cristo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/oracao-amizade-com-jesus-cristo\/","title":{"rendered":"ORA\u00c7\u00c3O: AMIZADE COM JESUS CRISTO"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Penso que os questionamentos nos movem. Eles nos levam para al\u00e9m do que somos e de onde estamos. Isso porque questionar \u00e9 ir al\u00e9m do refletir. \u00c9 ter a coragem de adentrar terrenos desconhecidos e de encarar novos desafios. E diante destes que nos cercam, uma que nos confronta \u00e9 a quest\u00e3o do renovar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O renovar-se exige de n\u00f3s a ousadia de buscar o novo no velho, fazendo-nos assim, sair das nossas zonas de conforto. Verdade \u00e9 que poucos trilham este questionador e ousado caminho. James Houston foi um dos que corajosamente adentrou esse terreno na busca do novo em rela\u00e7\u00e3o ao velho caminho da ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Escoc\u00eas, profundo conhecedor e pioneiro no campo da espiritualidade crist\u00e3, fundador e professor do renomado \u201cRegente College\u201d onde tem lecionado a cadeira de Teologia Espiritual substitu\u00eddos por Eugene Peterson; James Houston \u00e9 considerado um homem sabedor de diversas \u00e1reas do conhecimento humano e amigo de C S Lewis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sua busca e questionamentos concentram-se no campo da ora\u00e7\u00e3o como amizade com Deus. Contudo, antes de avan\u00e7armos com seu pensamento sobre este assunto, refletiremos na seguinte quest\u00e3o introdut\u00f3ria: O que entendemos por orar?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tecnicamente, orar \u00e9 dialogar com Deus todo o tempo. \u00c9 o que Paulo aconselha aos irm\u00e3os em \u00c9feso, \u201c<em>orarem em todo o tempo<\/em>\u201d (6:18). Uma curiosidade sobre a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 que ela \u00e9 profundamente direcionada por aquilo que cremos e como nos comportamentos. Ou seja, o car\u00e1ter de nossas ora\u00e7\u00f5es ser\u00e1 marcantemente determinado pelo car\u00e1ter de Deus, enquanto o conhecemos e o experimentamos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Orar \u00e9 articular nossos desejos, vontades e ang\u00fastias, mas tamb\u00e9m \u00e9 fazer nossos pedidos e s\u00faplicas a Deus. Noutras palavras, entendemos que orar \u00e9 falar, falar, falar, falar e falar&#8230; com Deus. \u00a0Entanto, em (Mt.6:5-8), Jesus faz um coment\u00e1rio surpreendente. O de que, quando oramos devemos fechar a porta do quarto e ir para o mais profundo do sil\u00eancio, ou seja, ir para o recluso, para a introspec\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim, para Jesus, ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 alguma coisa que Deus ouve, mas o que Deus v\u00ea. Nesta perspectiva de Jesus, a ora\u00e7\u00e3o tem muito pouco haver com nossas palavras, mas tudo haver com nosso cora\u00e7\u00e3o. Portanto, podemos dizer que, a luz de Cristo, a ora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma experi\u00eancia de Deus que transcende as palavras, pois estas s\u00e3o limitadas demais para expressar esta experi\u00eancia do divino. E buscar a Deus no sil\u00eancio \u00e9 construir a verdadeira intimidade com ele. Intimidade esta que \u00e9 expressa e desenvolvida no relacionamento com Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><em>\u201cMinhas ora\u00e7\u00f5es, Deus meu, fluem do que n\u00e3o sou. Eu penso que tuas respostas me transformam no que sou\u201d<strong>. <\/strong>George MacDonald<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O questionamento de James Houston acerca da ora\u00e7\u00e3o o conduziu ao entendimento de que precisamos de uma teologia que nos desperta para um relacionamento pessoal e verdadeiro com Deus. Noutras palavras, uma teologia que nos aponte o caminho da ora\u00e7\u00e3o que seja mais pessoal e afetiva, e n\u00e3o apenas acad\u00eamica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em seu livro \u201c<em>A ora\u00e7\u00e3o: O caminho de amizade com Deus<\/em>\u201d, Houston procura ensinar a orar e cultivar uma amizade com Deus. Ele nos leva a descobrir que orar \u00e9 mais do que conseguir de Deus aquilo que desejamos, \u00e9 exercer um relacionamento de amizade com Ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O cap\u00edtulo oito deste livro traz como t\u00edtulo \u201c<em>Ora\u00e7\u00e3o: A amizade com Jesus Cristo<\/em>\u201d onde o autor fala acerca deste caminho relacional de amizade entre o homem e Deus.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201c<em>Dia ap\u00f3s dia; dia ap\u00f3s dia; \u00d3 querido Senhor, tr\u00eas coisas eu oro: Ver-te mais claramente; Amar-te mais amorosamente; Seguir-te mais de perto; Dia ap\u00f3s dia\u201d.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele inicia o cap\u00edtulo dizendo que na realidade do Esp\u00edrito Santo possu\u00edmos tanto a <em>transcend\u00eancia <\/em>de Deus<em>,<\/em> onde ele \u00e9 o outro distinto de n\u00f3s em sua divindade; quanto sua <em>iman\u00eancia<\/em>, onde seu Esp\u00edrito \u00e9 intimamente pessoal, \u201cmais pr\u00f3ximo do que a respira\u00e7\u00e3o\u201d. Como ambos, ele \u00e9 o Esp\u00edrito de Jesus que permanece conosco para todo sempre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Diz tamb\u00e9m que \u00e0 medida que o Esp\u00edrito trabalha em nossas ora\u00e7\u00f5es podemos aguardar significativas mudan\u00e7as, ou seja, a forma pela qual oramos ser\u00e1 radicalmente transformada, pois experimentaremos uma maior liberdade de comunica\u00e7\u00e3o com Deus, a media em que nos tornamos mais e mais seguros de que ele nos aceita como somos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um aspecto destacado pelo autor neste cap\u00edtulo \u00e9 a <em>ora\u00e7\u00e3o e a nossa pessoalidade<\/em>. Ele argumenta que a ora\u00e7\u00e3o como amizade \u00e9 afetada por nossa educa\u00e7\u00e3o exatamente da mesma maneira que ocorre com todos os nossos relacionamentos. Assim como nossa personalidade \u00e9 desordenada, tamb\u00e9m nossas paix\u00f5es o ser\u00e3o. Para tanto, o autor explica que a morte de nossa velha natureza nos conduz \u00e0 novidade e grandeza de vida com consequ\u00eancias inimagin\u00e1veis.\u00a0 Ressaltando que nosso trabalho n\u00e3o \u00e9 suprimir ou esconder nossos verdadeiros sentimentos, como temos feito desde a inf\u00e2ncia, mas exp\u00f4-los a Deus de modo que ele possa nos curar e fazer de n\u00f3s pessoas \u00edntegras.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto destacado aqui \u00e9 a <em>ora\u00e7\u00e3o e nossa submiss\u00e3o<\/em>. Houston entende que a submiss\u00e3o a Deus e aos outros \u00e9 a chave da ora\u00e7\u00e3o, pois orar \u00e9 reproduzir o car\u00e1ter de Jesus em n\u00f3s mesmos permitindo que nossa vida seja moldada por ele. Por isso, quando oramos em submiss\u00e3o \u00e0 vontade de Deus, nossas ora\u00e7\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o mais nossas pr\u00f3prias, expressas de nosso ponto de vista, mas expressas do ponto de vista de Jesus em n\u00f3s.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A <em>ora\u00e7\u00e3o e nossa f\u00e9<\/em> tamb\u00e9m \u00e9 outro aspecto levantado pelo autor. Atrav\u00e9s da f\u00e9 nos apossamos de realidades que n\u00e3o podemos ainda ver ou vivenciar por n\u00f3s mesmos. Houston tem descoberto que esta \u00e9 uma jornada pela n\u00e1usea, sobre um abismo tem\u00edvel. Isso porque Jesus nos guia atrav\u00e9s dos t\u00faneis escuros de nossos medos da inf\u00e2ncia, de nossas culpas secretas e de outras coisas que temos tentado esquecer e reprimir. Ele diz:<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\">\u201c<em>Com medo do mar, eu fui obrigado a mergulhar nele nos bra\u00e7os de meu Pai. Com receio da f\u00e9 como um modo de vida, fui privado da estabilidade profissional. Pelo medo de fracassar, tive que ser quebrantado por meio de uma desonra p\u00fablica. Cada um de n\u00f3s tem de passar pelo caminho da n\u00e1usea<\/em>\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, o evangelho de Jo\u00e3o fala que a palavra \u201ccrer\u201d expressa um relacionamento cont\u00ednuo e din\u00e2mico de amizade com Jesus. Nada fazemos sem Ele, e esse caminho de f\u00e9 significa estar impregnado com a consci\u00eancia de sua presen\u00e7a o tempo todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro aspecto destacado pelo autor \u00e9 a <em>ora\u00e7\u00e3o e nossa liberdade<\/em>. Orar em nome de Jesus significa sermos liberto de n\u00f3s mesmos. Houston diz que o medo \u00e9 um sinal de nossa possessividade, ou seja, quanto mais auto possessivos ficamos, mais medo sentimos. Por isso, a medita\u00e7\u00e3o constante na B\u00edblia nos liberta de muitos medos e fraquezas; do medo da opini\u00e3o dos outros; da fraqueza pessoal e das autoindulg\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um \u00faltimo aspecto a ser mencionado aqui \u00e9 a <em>ora\u00e7\u00e3o e nossa dire\u00e7\u00e3o<\/em>. Houston diz que o prop\u00f3sito prim\u00e1rio da ora\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9, portanto, atender nossas pr\u00f3prias necessidades, tampouco satisfazer nossos desejos, mas glorificar a Deus atrav\u00e9s do modo que oramos e vivemos. Jesus nos conclama a um prop\u00f3sito espec\u00edfico: que sejamos frut\u00edferos. Todas as nossas ora\u00e7\u00f5es s\u00e3o subservientes a este objetivo claro. Assim, Jesus nos denomina seus amigos por uma raz\u00e3o: para compartilharmos a outras pessoas a alegria de nosso relacionamento com ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O poeta William Blake nos conta que \u201c<em>somos colocados na terra em um pequeno espa\u00e7o para aprendermos a suportar os raios de amor<\/em>\u201d. Felizmente, estes tamb\u00e9m s\u00e3o raios de amor que brilham em n\u00f3s, ajudando-nos a explorar os abismos da nossa pr\u00f3pria insignific\u00e2ncia, a remover as m\u00e1scaras de nosso autoengano, o solo est\u00e9ril de nossa solid\u00e3o. Isso somente pode nos acontecer quando estivermos determinados, em humildade, a fazer de nossa vida uma vida de ora\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Concluo dizendo que, por ser quem \u00e9, e por sua ousadia em buscar inovar a teologia de um assunto t\u00e3o discutido como a ora\u00e7\u00e3o, \u00e9 que James Houston merece ser ouvido atrav\u00e9s desta maravilhosa obra liter\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>por: \u00c2ngela Aleixo<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Penso que os questionamentos nos movem. Eles nos levam para al\u00e9m do que somos e de onde estamos. Isso porque questionar \u00e9 ir al\u00e9m do refletir. \u00c9 ter a coragem de adentrar terrenos desconhecidos e de encarar novos desafios. E diante destes que nos cercam, uma que nos confronta \u00e9 a quest\u00e3o do renovar. 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