{"id":336,"date":"2014-12-23T10:49:11","date_gmt":"2014-12-23T12:49:11","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=336"},"modified":"2014-12-23T12:13:18","modified_gmt":"2014-12-23T14:13:18","slug":"um-modo-de-interpretar-a-caminhada-de-fe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/um-modo-de-interpretar-a-caminhada-de-fe\/","title":{"rendered":"Um modo de interpretar \u2018a caminhada de f\u00e9&#8230;\u2019"},"content":{"rendered":"<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\"><a href=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:auto\/h:auto\/q:mauto\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/11.jpg\"><img data-opt-id=250162429  fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" class=\"alignright wp-image-335 size-thumbnail\" src=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:150\/h:150\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/11.jpg\" alt=\"Rafael de Campos\" width=\"150\" height=\"150\" srcset=\"https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:150\/h:150\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/11.jpg 150w, https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:300\/h:300\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/11.jpg 300w, https:\/\/mlr63ku2e7ti.i.optimole.com\/w:417\/h:417\/q:mauto\/rt:fill\/g:ce\/ig:avif\/https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/11.jpg 417w\" sizes=\"(max-width: 150px) 100vw, 150px\" \/><\/a><\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Todos n\u00f3s amadurecemos com o tempo. Da mesma maneira acontece com a f\u00e9 que um dia recebemos do alto, do Pai das luzes. N\u00e3o a recebemos pronta, madura e, tamb\u00e9m, nesta vida, n\u00e3o a tornaremos completa, inabal\u00e1vel e plena dentro de n\u00f3s. A caminha, ou melhor, a longa caminhada ao Eterno \u00e9 um misto de abalo e fortaleza dessa f\u00e9. Uma certeza tenho sobre ela: veio do alto e cumprir\u00e1 juntamente em n\u00f3s o prop\u00f3sito para que foi enviada.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Sobre ela, a f\u00e9 e caminhada crist\u00e3, quero refletir utilizando uma analogia:<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">N\u00f3s, como num ciclo, vivemos as esta\u00e7\u00f5es da vida. Assim como as esta\u00e7\u00f5es do ano surgem saudando as etapas, na nossa exist\u00eancia e f\u00e9 acontece igualmente. Doce \u00e9 o sabor do princ\u00edpio da caminhada crist\u00e3. Muitos a identificam como a primavera, a primeira fase do per\u00edodo quente do ano, ou primeiro ver\u00e3o. \u00c9 nessa esta\u00e7\u00e3o de temperatura e humidade moderadas que normalmente somos atingidos pela experi\u00eancia do profundo amor de Deus e, reconhecemos nossa profunda necessidade do Eterno. \u00c9 nesse primeiro momento, onde a f\u00e9 infundida come\u00e7a a mudar nossa cosmovis\u00e3o, \u00e9 que come\u00e7amos a crescer e a trilhar um novo caminho, com os mesmo p\u00e9s em uma nova estrada, mas com um novo destino.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Quase que concomitantemente (dependendo da experi\u00eancia com a primeira esta\u00e7\u00e3o), somos levados \u00e0 segunda fase dessa nova vida, ou seja, a segunda fase quente: o ver\u00e3o. Seu significado diz tudo, pois \u00e9 o tempo da frutifica\u00e7\u00e3o. Frutificar do que? Da primeira esta\u00e7\u00e3o da vida, dos primeiros passos no novo e vivo caminho; das percep\u00e7\u00f5es e paradigmas convertidos. Essa \u00e9 a fase do ver as obras das nossas m\u00e3os, ou do ver para crer que o resultado \u00e9 favor\u00e1vel. Deve ser, principalmente, o \u201csegundo in\u00edcio\u201d na caminhada, o de enxergar o pr\u00f3prio crescimento rumo \u00e0 maturidade ainda n\u00e3o alcan\u00e7ada. A crescente \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d da f\u00e9 \u00e9 vista nesta etapa, onde j\u00e1 nos \u00e9 legitima e dela nos apropriamos e a vestimos.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Talvez passemos bom tempo, bons anos nessa esta\u00e7\u00e3o. Penso que seja a esta\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel e c\u00f4moda ao crist\u00e3o. O problema \u00e9 que, como num ciclo, precisamos prosseguir enfrente. Pararmos uma etapa ou, conscientemente, nos estagnarmos nela \u00e9 regredir no caminho de f\u00e9. Digo isso porque viver do \u201cleitinho\u201d eternamente e n\u00e3o progredir \u00e9 regredir em vista do que nos espera: a maturidade. Poucos, hoje, s\u00e3o os que buscam mais, anseiam por mais. Os que negam ir al\u00e9m, na maioria das vezes, s\u00e3o os que, movidos por ventos de doutrinas, perderam o foco do evangelho no caminho e, como consequ\u00eancia, desviam os olhares dos outros; fazem nesta esta\u00e7\u00e3o uma tenda e ali permanecem at\u00e9 morrer (espiritual e fisicamente).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Aos que entenderam a proposta da peregrina\u00e7\u00e3o da f\u00e9, a estes surge uma nova esta\u00e7\u00e3o, a primeira do per\u00edodo frio: o outono. Tamb\u00e9m come\u00e7a, a partir da\u00ed, o tempo do ocaso. Nesse per\u00edodo algumas coisas que nos eram intelig\u00edveis tornar-se inintelig\u00edvel. \u00c9 aqui que o sol come\u00e7a a se p\u00f4r e n\u00e3o mais vemos para crer ou cremos porque estamos vendo. \u00c9 nessa fase que o amor de Deus parece ficar distante e Sua presen\u00e7a sempre presente parece n\u00e3o ser mais palp\u00e1vel. \u00c9 aqui que come\u00e7amos a enxergar momentos de escurid\u00e3o. Por qu\u00ea? Entendo que \u00e9 o momento onde, gradualmente, come\u00e7a a prova da f\u00e9 que um dia foi nos dada. \u00c9 o tempo das d\u00favidas constantes, do descaso sempre presente, das indisciplinas espirituais e dos descompromissos na caminhada. \u00c9 o momento das frequentes perguntas: Onde est\u00e1 Deus? Por que estou assim? Ou sentindo isso? O que aconteceu?<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Geralmente n\u00f3s \u2013 consciente ou inconsciente &#8211; buscamos dar os passos para a maturidade da f\u00e9. Seja por meio dos estudos, de envolvimento mais profundo com as pessoas, ou por vontade de encarar o tal \u201cchamado de Deus\u201d, ou at\u00e9 por querer deixar o caminho. Desse tempo de ocaso sempre surgem feridas profundas, desapontamentos, desesperan\u00e7a, descren\u00e7a, descr\u00e9dito (&#8230;), e n\u00e3o vemos mais um rumo melhor a nossa frente. No entanto, no ocaso, antes da total escurid\u00e3o da noite e seu frio impetuoso, reluz um vago momento de crep\u00fasculo. S\u00e3o instantes espetaculares do amor de Deus. Esse amor n\u00e3o se manifesta como na nossa inf\u00e2ncia da f\u00e9 (primavera); ele simplesmente \u201c\u00e9\u201d, e sendo, d\u00e1 provas de que estar\u00e1 sempre conosco, em dire\u00e7\u00e3o ao longo caminho que ainda h\u00e1 por vir. \u00c9 da\u00ed que juntamos for\u00e7as para continuar prosseguindo.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Inicia-se, ent\u00e3o, o segundo per\u00edodo de frio. Esse, mais intenso que o primeiro. Entramos no inverno da vida crist\u00e3; a esta\u00e7\u00e3o mais fria e sem produtividade. N\u00e3o sei como muitos interpretam essa peregrina\u00e7\u00e3o, mas entendo que aqueles que aqui chegam nunca mais saem (explicarei no final esse pensamento). Esse \u00e9 o tempo, inicialmente, de reflex\u00e3o consciente da f\u00e9, dos confrontos com a religiosidade adquirida e impregnada de toda uma vida vulner\u00e1vel aos atalhos que tomamos nas esta\u00e7\u00f5es precedentes. Tamb\u00e9m \u00e9 o momento da frieza do ser, do tornar agudo toda voz que achamos ser Deus. Perdemo-nos da espiritualidade que pens\u00e1vamos ser sadia e n\u00e3o mais temos o acalentar da espiritualidade m\u00edstica outrora viva no cora\u00e7\u00e3o e nas sensa\u00e7\u00f5es. Ficamos sem o cobertor e, ent\u00e3o, devemos escolher entre enfrentar ou enfrentar o frio do inverno. Ah como d\u00f3i!!! Ah como somos enrijecidos pelo inverno!!! Nosso choro \u00e9 de fraqueza e solid\u00e3o.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Entretanto, existe um segundo momento do inverno: o enfrentamento do frio e o prosseguir adiante. No enfrentamento do frio, que se estendeu sobre a caminhada de f\u00e9, reconhecemos a liberdade de ser crist\u00e3o. N\u00e3o mais dependemos das experi\u00eancias de f\u00e9 da primavera e nem dos frutos t\u00e3o deliciosos do ver\u00e3o \u2013 pois isso n\u00e3o aviva mais o interior; chegamos ao ponto onde toda a caminhada tendia a nos levar em dire\u00e7\u00e3o a maior prova da f\u00e9: a solid\u00e3o. N\u00e3o falo de uma solid\u00e3o sem pessoas. Mas de uma solid\u00e3o onde tudo o que nos tornamos como crist\u00e3os ser\u00e1 experimentado no \u201ca s\u00f3s\u201d com o Eterno e, ent\u00e3o, o caminho (primavera), a verdade (ver\u00e3o), a vida (outono) ser\u00e3o mostrados como a jornada rumo \u00e0quele que enfrentou o maior inverno durante sua exist\u00eancia na terra. O inverno se torna a nova caminhada, a nova consci\u00eancia, aquilo que poder\u00edamos chamar de \u201ccaminho da cruz\u201d.<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">Ao olhamos para Jesus, quando esse se tornou consciente de Sua jornada e miss\u00e3o, peregrinou sempre rumo a cruz. Ele logo entendeu que Sua vida era trilhar em meio ao \u201cinverno\u201d. Por isso acredito que para quem o inverno chegou, s\u00f3 sair\u00e1 de l\u00e1 na ressurrei\u00e7\u00e3o. O inverno, por mais frio e infrut\u00edfero que seja, \u00e9 o encontro com Aquele que pode fazer do nosso caminho uma jornada frut\u00edfera e milagrosa a partir do inverno. Ele, o dono da f\u00e9 que opera em n\u00f3s, espera que nos encontremos com Ele l\u00e1, na esta\u00e7\u00e3o do inverno, onde n\u00e3o mais temos controle do que somos, do que queremos e do que podemos. L\u00e1, rendidos \u00e0 liberdade e a autoridade de quem passou pelo inverno da vida e se entregou \u00e0 morte por n\u00f3s (substitutiva), ali encontramos o verdadeiro sentido da caminhada de f\u00e9 (participacionista).<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">RCampos&#8230;<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 14pt;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"line-height: 150%; font-family: 'Times New Roman','serif'; font-size: 12pt;\"><span style=\"color: #000000;\">\u00a0<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Todos n\u00f3s amadurecemos com o tempo. 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