{"id":469,"date":"2015-06-13T18:39:40","date_gmt":"2015-06-13T21:39:40","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=469"},"modified":"2015-06-13T18:39:40","modified_gmt":"2015-06-13T21:39:40","slug":"introducao-jesus-e-a-criacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/introducao-jesus-e-a-criacao\/","title":{"rendered":"Introdu\u00e7\u00e3o: Jesus e a cria\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Liberation Sans,Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size: xx-large;\"><b>Evangelho de Jo\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Liberation Sans,Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-large;\">Jesus e a cria\u00e7\u00e3o<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"center\">Jo\u00e3o 1:1-21:25<\/p>\n<ol>\n<li>\n<h1 class=\"western\">Raz\u00f5es e prop\u00f3sito<\/h1>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">Falar sobre o evangelho de Jo\u00e3o pode parecer para muitos como chover sobre o molhado. Por\u00e9m, diferentemente do que possa parecer h\u00e1 um desafio enorme neste evangelho. Dentre esses desafios talvez seja o maior levar o povo a deixar de ver o obvio para passar a ver o transcendental.<\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o que o obvio n\u00e3o seja importante. Muito pelo contr\u00e1rio. S\u00e3o as coisas obvias e singelas as que nos trazem as melhores recorda\u00e7\u00f5es e por consequ\u00eancia, conclu\u00edmos que s\u00e3o essas as coisas que realmente importam ou perduram. Pensemos nas lembran\u00e7as mais antigas e lindas que temos e quase, com certeza, \u00e9 de uma descoberta que conseguimos capturar, de um abra\u00e7o de um amigo, do sorriso de um filho, enfim&#8230;<\/p>\n<p class=\"western\">Quando o conhecido te\u00f3logo Karl Barth \u2013 j\u00e1 famoso na Europa e tendo escrito v\u00e1rios livros \u2013 visitou por \u00fanica vez os Estados Unidos, os rep\u00f3rteres lhe pediram que resumisse sua teologia. Ele respondeu \u201c<i><b>Sim, Cristo me ama<\/b><\/i>\u201d<\/p>\n<p class=\"western\">\u00c9 claro que se uma pessoa no seu estado mais natural (se \u00e9 que isso \u00e9 poss\u00edvel) consegue chegar \u00e0 conclus\u00e3o que Cristo lhe ama e passa a viver sua vida norteada por isso, nada mais lhe \u00e9 necess\u00e1rio pois todo o desassossego humano finda quando este acha o amor de Cristo.<\/p>\n<p class=\"western\">Repetir a frase \u201cCristo me ama\u201d sem o conte\u00fado apropriado \u00e9 n\u00e3o se atentar para o que uma frase t\u00e3o curta de fato significa; \u00e9 simplificar a observa\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o a dizer \u201cpois \u00e9, ele \u00e9 bonito\u201d; \u00e9 se tornar simplista para justificar a falta de interesse na profundidade de uma fala dessas.<\/p>\n<p class=\"western\">A proposta, ent\u00e3o, \u00e9 sair do obvio. N\u00e3o para descobrir nada novo, mas talvez para ver que aquilo que parece t\u00e3o obvio, n\u00e3o \u00e9 obvio assim e h\u00e1 um sem-fim de matizes<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a><\/sup> que s\u00f3 enriquecem nossa vis\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Ent\u00e3o como enfrentar o desafio? Bom, para in\u00edcio de conversa, rearranjei o material que Jo\u00e3o nos entrega no evangelho dele. A ideia \u00e9 olhar para o mesmo evangelho de sempre mas ao agrup\u00e1-lo de forma diferente, ganhar perspectiva. Sei que isso por um lado nos aproximar\u00e1 de algumas coisas mas tamb\u00e9m nos empanhar\u00e1 outras vis\u00f5es. \u00c9 mais ou menos como ficar muito perto de um dos alto-falantes em um sistema surround 5.1: necessariamente perderemos de foco o todo da obra.<\/p>\n<p class=\"western\">A seguinte tabela \u00e9 um resumo ordenado desse rearranjo proposto para esta leitura. Pretendemos percorrer esses oito t\u00f3picos rapidamente \u00e0 velocidade de um por semana para depois voltarmos sobre eles mais detidamente.<\/p>\n<table width=\"643\" cellspacing=\"0\" cellpadding=\"4\">\n<colgroup>\n<col width=\"477\" \/>\n<col width=\"69\" \/>\n<col width=\"70\" \/> <\/colgroup>\n<tbody>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\"><b>T\u00edtulo<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\"><b>In\u00edcio<\/b><\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\"><b>Fim<\/b><\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e a \u00c1gua<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">1<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">2<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e as Pessoas<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">3<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">5<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e as Essencialidades<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">6<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">7<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e a Liberdade<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">8<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">9<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus<\/p>\n<\/td>\n<td colspan=\"2\" width=\"148\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">10<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e a Morte<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">11<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">12<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e a Igreja<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">13<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">17<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e Pilatos<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">18<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">19<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<tr valign=\"top\">\n<td width=\"477\">\n<p class=\"western\">Jesus e Pedro<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"69\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">20<\/p>\n<\/td>\n<td width=\"70\">\n<p class=\"western\" align=\"center\">21<\/p>\n<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p class=\"western\">Esta, obviamente, \u00e9 apenas umas das formas de rearranjar o material tendo em vistas um v\u00f3o r\u00e1pido.<\/p>\n<ol start=\"2\">\n<li>\n<h1 class=\"western\">Jesus e a cria\u00e7\u00e3o<\/h1>\n<\/li>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">O<span id=\"Frame1\" dir=\"ltr\"> <\/span><\/p>\n<p class=\"western\">Portanto, como por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim tamb\u00e9m a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram.<br \/>\n<span style=\"color: #000080;\"><span lang=\"zxx\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/www.bibliaonline.com.br\/acf\/rm\/5\/12\">Romanos 5:12<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\">Porque, como pela desobedi\u00eancia de um s\u00f3 homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obedi\u00eancia de um muitos ser\u00e3o feitos justos.<br \/>\n<span style=\"color: #000080;\"><span lang=\"zxx\"><span style=\"text-decoration: underline;\"><a href=\"https:\/\/www.bibliaonline.com.br\/acf\/rm\/5\/19\">Romanos 5:19<\/a><\/span><\/span><\/span><\/p>\n<p>evangelho de Jo\u00e3o come\u00e7a com um paralelo not\u00f3rio com a descri\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o do livro do G\u00eanesis. Assim como o arco-\u00edris ap\u00f3s o dil\u00favio \u00e9 um sinal de um pacto da parte de Deus para com o homem, assim o vinho ap\u00f3s a \u00e1gua transformada \u00e9 um sinal de um novo pacto da parte de Deus para com sua criatura. Da mesma forma em que a escolha de Ad\u00e3o tentando encontrar uma outra vida conduziu a ra\u00e7a \u00e0 morte, assim a escolha de Cristo \u2013 o novo Ad\u00e3o \u2013 conduz a ra\u00e7a \u00e0 vida, paradoxalmente, por meio de sua pr\u00f3pria morte.<\/p>\n<p class=\"western\">Analisar, ent\u00e3o, o evangelho de Jo\u00e3o \u00e0 luz da perspectiva do relacionamento entre Jesus o Cristo e a cria\u00e7\u00e3o nos deve levar a certas conjecturas e an\u00e1lises que n\u00e3o o far\u00edamos desde o ponto meramente evang\u00e9lico por diz\u00ea-lo de alguma maneira.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol>\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus e a \u00e1gua<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">Um dos elementos s\u00edmbolos que aparecem em repetidas ocasi\u00f5es em Jo\u00e3o e que nos remete \u00e0 cria\u00e7\u00e3o, \u00e9 a \u00e1gua. \u00c0 guisa de exemplo, podemos mencionar que o termo \u00e1gua aparece 24 vezes em Jo\u00e3o ao passo que unicamente 6 em Marcos, 13 em Lucas e 14 em Mateus. Em nenhuma ocasi\u00e3o o termo \u00e1gua \u00e9 utilizado nos outros evangelhos como s\u00edmbolo mas sempre como descri\u00e7\u00e3o do elemento material em alguma par\u00e1bola ou relato.<\/p>\n<p class=\"western\">Assim por exemplo, encontramos os relatos dos dem\u00f4nios que foram aos porcos e se afogaram, ou quando Jesus anda sobre as \u00e1guas, ou quando \u00e9 batizado ou quando o defunto quer que L\u00e1zaro umede\u00e7a o dedo e lhe alivie o tormento, ou quando a crian\u00e7a \u00e9 lan\u00e7ada no fogo ou na \u00e1gua pelo dem\u00f4nio.<\/p>\n<p class=\"western\">J\u00e1 em Jo\u00e3o, a \u00e1gua \u00e9 s\u00edmbolo de tudo o que est\u00e1 relacionado com a vida e a morte. Est\u00e1 no batismo de arrependimento de pecados de Jo\u00e3o (pelo qual tamb\u00e9m Jesus passou mas com significado diferente: a justi\u00e7a), no milagre da transforma\u00e7\u00e3o da \u00e1gua em vinho (que \u00e9 melhor que o anterior), na prosa com Nicodemos como mais um dos requisitos para entrar no reino dos c\u00e9us (junto com o Espirito), na impossibilidade de sarar o paral\u00edtico (mas sim a muitos outros), na proposta de vida oferecida para a mulher samaritana (mas ironizada por ela), nos rios de \u00e1guas torrentosas que simbolizam o Espirito Santo na presen\u00e7a de quem cr\u00ea (com o qual a vida se transmite a outros), e brotando do lado de Jesus junto com sangue na sua morte (com o qual n\u00e3o havia necessidade de quebrar-lhe as pernas e se cumpria a profecia).<\/p>\n<p class=\"western\">Enfim, ler Jo\u00e3o e achar que \u00e1gua \u00e9 s\u00f3 \u00e1gua, \u00e9 perda de tempo e sem querer criar clich\u00eas, os dois primeiros cap\u00edtulos de Jo\u00e3o est\u00e3o t\u00e3o cheios de \u00e1gua que \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o chamar o evangelho de <i>refrescante<\/i> e mais se levamos em considera\u00e7\u00e3o a terra seca e ruas empoeiradas dos primeiros leitores.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol start=\"2\">\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus e as Pessoas<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">Mas n\u00e3o s\u00f3 de <i>\u00e1gua<\/i> est\u00e1 constitu\u00eddo nosso estudo. Tanto no G\u00eanesis como e Jo\u00e3o a \u00e1gua vem antes do ser humano. Esta antropogenia<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a><\/sup> b\u00edblica encontra certos ecos em algumas teorias cient\u00edficas mas n\u00e3o \u00e9 da nossa al\u00e7ada entrar nesses relacionamentos e simplesmente ver que uma coisa vem antes do que a outra.<\/p>\n<p class=\"western\">O foco aqui s\u00e3o as pessoas. Jo\u00e3o reduz o amplo conjunto de seres humanos a tr\u00eas grandes relatos mas que quando contabilizados os outros menores d\u00e1 um total de seis. Os grandes s\u00e3o os que sempre lembramos: Nicodemos, a Mulher junto ao po\u00e7o e o Paral\u00edtico. Os tr\u00eas relatos menores (mas n\u00e3o menos importantes) s\u00e3o o de Jo\u00e3o Batista, o filho do oficial e os judeus em geral.<\/p>\n<p class=\"western\">As pessoas e n\u00e3o as ideias s\u00e3o a coisa mais prezada para o Criador. Todavia, as ideias \u2013 isto \u00e9 o que as pessoas pensam, imaginam, sonham \u2013 delimitam a vida de cada indiv\u00edduo e a inter-rela\u00e7\u00e3o entre esses indiv\u00edduos conforma a sociedade que por sua vez permeia o indiv\u00edduo.<\/p>\n<p class=\"western\">As pessoas que Jo\u00e3o escolhe s\u00e3o variadas. Todas elas t\u00eam seu reduto no qual s\u00e3o aceitos e admirados, todas elas carregam o tormento de n\u00e3o serem aceitas por um certo grupo de pessoas pelas que gostariam de serem aceitos, todas tem d\u00favidas, todas tem certezas e todos s\u00e3o (aparentemente) muito diferentes entre si.<\/p>\n<p class=\"western\">Jo\u00e3o \u00e9 um mestre ao colocar uma balan\u00e7a n\u00e3o de dois mas sim de tr\u00eas pratos em cada um dos seus relatos. Por exemplo, Nicodemos tem em Jo\u00e3o o Batista seu contr\u00e1rio em muitos aspectos mas s\u00f3 em Jesus as \u00e1guas espirituais do novo nascimento e o batismo de arrependimento e introdu\u00e7\u00e3o ao reino acham sua concretiza\u00e7\u00e3o. Resumindo, ficamos com uma vis\u00e3o muito simplificada se pegamos s\u00f3 um dos relatos ou se consideramos s\u00f3 dois dos seus personagens. Tr\u00eas relatos principais, tr\u00eas relatos secund\u00e1rios, tr\u00eas grandes personagens em cada um deles. N\u00e3o me parece o acaso.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol start=\"3\">\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus e as Essencialidades<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">O que \u00e9 essencial para a vida? A comida? A \u00e1gua? O p\u00e3o? Jesus? As festas?<\/p>\n<p class=\"western\">H\u00e1 dois elementos que aparecem nas duas partes do bloco: A \u00e1gua e o p\u00e3o. A personagem em cada um dos blocos \u00e9 distinta e a mesma em certo sentido: o povo que busca e o povo que rejeita.<\/p>\n<p class=\"western\">\u00c9 muito interessante a estrutura que Jo\u00e3o nos prop\u00f5e: Cria\u00e7\u00e3o, Pessoas, Perguntas. Claro, como de costume, neste bloco h\u00e1 outros grandes assuntos entremeados. Temos por exemplo a economia do reino, os milagres, a fam\u00edlia de Jesus, o povo&#8230; enfim, uma riqueza quase infind\u00e1vel. Me parece, por\u00e9m, que h\u00e1 um fio condutor nesses cap\u00edtulos seis e sete. A pergunta que junta temas, relatos e ilustra\u00e7\u00f5es t\u00e3o diversas, \u00e9 o seguinte: O que \u00e9 essencial para a vida? Se j\u00e1 respondemos que a vida \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de Deus, se j\u00e1 dizemos que as pessoas s\u00e3o realmente mais importantes do que as ideologias, o que \u00e9 que sobra se tirarmos as ant\u00edteses das coisas expostas?<\/p>\n<p class=\"western\">Parece-me que o medo \u00e0s perguntas mais b\u00e1sicas \u00e9 o que nos leva a revestir a exist\u00eancia de perguntas aparentemente reais. Com isso, ficamos \u00e0s voltas com problemas imagin\u00e1rios ao passo que o realmente essencial se nos escapa. Jo\u00e3o prop\u00f5e o seguinte: Cria\u00e7\u00e3o \u2192 Pessoas \u2192 O Que \u00e9 essencial?<\/p>\n<p class=\"western\">Este bloco pode por sua vez ser dividido em duas partes: Essencialidade Geral, Essencialidade Particular. Enquanto o cap\u00edtulo seis fala da multid\u00e3o e do povo que procura por Jesus, o cap\u00edtulo sete fala da fam\u00edlia terrena de Jesus, do Povo Judeu em sua festa mais importante, da primeira tentativa de prender Jesus e dos l\u00edderes judaicos que n\u00e3o creem.<\/p>\n<p class=\"western\">Por sua vez, a proposta de Jesus em qualquer uma das perspectivas \u00e9 a mesma: Jesus \u00e9 a ess\u00eancia da Vida. No seis ele \u00e9 o P\u00e3o da Vida e no sete ele \u00e9 a \u00c1gua Viva. Dito em outras palavras, n\u00e3o interessa se voc\u00ea \u00e9 parte da plebe (o problema de quem est\u00e1 na elite) ou parte da elite (o problema de quem \u00e9 massa) a ess\u00eancia da sua vida se encontra em Jesus e for a dele o que voc\u00ea tem n\u00e3o \u00e9 vida.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol start=\"4\">\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus e a Liberdade<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">O que \u00e9 a liberdade?<\/p>\n<p class=\"western\">Para muitos tem a ver com poder fazer o que bem entender. Para outros \u00e9 poder se esconder tanto ao ponto que n\u00e3o pode ser descoberto o dano feito ou planejado. Ou seja, a liberdade \u00e9 um bem que se tem ou se compra e que cada vez fica mais caro.<\/p>\n<p class=\"western\">Gostemos ou n\u00e3o, liberdade e car\u00e1ter s\u00e3o duas faces de uma mesma moeda: faltando uma delas a outra perde valor.<\/p>\n<p class=\"western\">Via de regra, no meio evang\u00e9lico h\u00e1 os que gostam de misturar o conceito de liberdade com o de liberalidade e libertinagem ao passo que h\u00e1 os que \u2013 por falta de liberdade \u2013 gostam de vigiar a liberdade alheia.<\/p>\n<p class=\"western\">Somos cientes de que o cap\u00edtulo 8 de jo\u00e3o (pelo menos os vers\u00edculos que v\u00e3o do 7:53 ao 8:11) n\u00e3o fazem parte do texto original, mas entendemos que isso n\u00e3o lhe resta valor at\u00e9 porque o que ali est\u00e1 contido est\u00e1 em conson\u00e2ncia com o restante do evangelho, em particular com o de Jo\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Dito isto, precisamos observar a maravilha destas duas passagens. H\u00e1 duas pessoas que haviam perdido sua liberdade. Uma por conta do pecado e outra&#8230;. bom, oras, \u00e9 claro que algu\u00e9m havia pecado, ningu\u00e9m nasce cego porque sim. Bom, ao menos era o que a sociedade da \u00e9poca pensava e por isso tinha relegado este cego de nascen\u00e7a ao abandono e mis\u00e9ria social e espiritual.<\/p>\n<p class=\"western\">H\u00e1 aqui duas liberdades: 1) A liberdade de um pecado em particular 2) A liberdade dos efeitos do Pecado em geral.<\/p>\n<p class=\"western\">A mulher cometia com regularidade o adult\u00e9rio. Tinha-se entregado a este prazer como se um v\u00edcio fosse. As primeiras vezes ningu\u00e9m sabia. Depois ficou conhecida, marcada, estigmatizada e n\u00e3o deu mais bola ao seu pr\u00f3prio destino. Este pecado, no in\u00edcio prazeroso e motivante, a havia enjaulado. Parecia livre mas n\u00e3o era. Prestes a morrer, Jesus a liberta.<\/p>\n<p class=\"western\">J\u00e1 o jovem nascido cego era v\u00edtima n\u00e3o de um pecado em particular. Penso eu que os editores posteriores do evangelho se viram meio como que obrigados a incluir o peda\u00e7o do cap\u00edtulo 8 da mulher ad\u00faltera porque a imagem de um ser nascido em trevas e que essas trevas fossem consideradas um fruto do pecado (particular mas desconhecido no caso) pareceria repulsivo aos primeiros leitores n\u00e3o judeus. A inclus\u00e3o da mulher adultera sendo perdoada antes do cego, por mais repulsiva que a atitude pare\u00e7a \u00e0 sociedade do momento (judia, grega e romana) era mais palat\u00e1vel do que a retorcida vis\u00e3o de um Deus injusto e carrasco que se comprazia em descontar nos filhos os erros dos pais.<\/p>\n<p class=\"western\">Este jovem, muito inteligente por sinal, era um segregado social por conta de uma posi\u00e7\u00e3o teol\u00f3gica correta mas parcial. Dito em termos mais longos: \u00e9 verdade que toda doen\u00e7a e a pr\u00f3pria morte \u00e9 resultado do Pecado na vida do ser humano; mas n\u00e3o \u00e9 certo pensar que cada doen\u00e7a e cada morte \u00e9 fruto de um pecado espec\u00edfico da pessoa ou dos seus pais. \u00c9 essa a distin\u00e7\u00e3o que fazemos ao utilizar a letra &#8216;P&#8217; \u2013 em mai\u00fascula \u2013 ao inicio da palavra Pecado para nos referirmos a esse poder que permeia sistemicamente toda a cria\u00e7\u00e3o de Deus em maior ou menor medida, ao passo que utilizamos a letra &#8216;p&#8217; \u2013 em minusculas \u2013 para nos referir \u00e0s decis\u00f5es particulares e pessoais que diferem da vontade de Deus.<\/p>\n<p class=\"western\">Ent\u00e3o, se bem no primeiro exemplo h\u00e1 uma libera\u00e7\u00e3o de um pecado espec\u00edfico (e com isso uma apertura para a vida) no segundo exemplo h\u00e1 uma libera\u00e7\u00e3o da condena\u00e7\u00e3o improcedente que os lideres judeus mantinham sobre seu irm\u00e3o. Em qualquer dos dois casos quem perdia a liberdade era a aberra\u00e7\u00e3o religiosa \u00e0 que os dois casos estavam sujeitos. N\u00e3o \u00e9 por acaso que os dois blocos s\u00e3o antepostos a di\u00e1logos e discursos que tem a ver com liberdade, cegueira, etc.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol start=\"5\">\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">Quem \u00e9 Jesus ao final de contas? Como ele se definia a si mesmo?<\/p>\n<p class=\"western\">No Evangelho de Jo\u00e3o encontramos v\u00e1rias vezes Jesus se definindo a partir do testemunho. H\u00e1 por exemplo a refer\u00eancia pelo oposto de Jo\u00e3o 5:31: <i>Se eu testifico de mim mesmo, o meu testemunho n\u00e3o \u00e9 verdadeiro<\/i>. Ou tamb\u00e9m o positivamente como em Jo\u00e3o 5:32 <i>H\u00e1 outro que testifica de mim, e sei que o testemunho que ele d\u00e1 de mim \u00e9 verdadeiro<\/i>. Ou ainda aquele que \u00e9 considerado her\u00e9tico por parte dos Judeus tanto da \u00e9poca como agora Jo\u00e3o 8:18: <i>Eu sou o que testifico de mim mesmo, e de mim testifica tamb\u00e9m o Pai que me enviou<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\">Diferentemente de outras vers\u00f5es do evangelho, a de Jo\u00e3o n\u00e3o utiliza muito a express\u00e3o \u201cFilho do Homem\u201d para Jesus se referir a sim mesmo. A \u00eanfase joanina n\u00e3o \u00e9 da humanidade do Cristo nem tampouco da divindade deste e nem sequer fica a meio caminho. A \u00eanfase \u00e9 mostrar um ser enviado por Deus para resgatar sua cria\u00e7\u00e3o (n\u00e3o s\u00f3 seu povo). Este ser \u00e9 divino (por isso se igualava com o criador e era tido por blasfemo) mas tamb\u00e9m era humano e por isso capaz de morrer na cruz. Dai que a autodefini\u00e7\u00e3o que Jesus faz por um lado est\u00e1 espalhada em todo o escrito de Jo\u00e3o por via dos testemunhos (e isso tamb\u00e9m se v\u00ea nas cartas) e das palavras chaves \u201ceu sou\u201d mas encontra grande concentra\u00e7\u00e3o de declara\u00e7\u00e3o de prop\u00f3sito e rejei\u00e7\u00e3o por parte dos ouvintes no cap\u00edtulo 10.<\/p>\n<p class=\"western\">Podemos ent\u00e3o dividir o cap\u00edtulo 10 em duas grandes partes: O discurso de Jesus e a rea\u00e7\u00e3o dos Judeus. Por mais que estes eventos est\u00e3o espa\u00e7ados no tempo, vemos que est\u00e3o vinculados por conta da refer\u00eancia que encontramos na segunda parte \u00e0 primeira.<\/p>\n<p class=\"western\">O vers\u00edculo 6 nos indica que n\u00e3o entenderam o que Jesus estava querendo dizer com a compara\u00e7\u00e3o entre o pastor e o assaltante dos v 1 ao 5. Por isso Jesus destrincha a ideia com duas outras ilustra\u00e7\u00f5es que resultaram t\u00e3o clara para os ouvintes que queriam linch\u00e1-lo.<\/p>\n<p class=\"western\">Ent\u00e3o, Jo\u00e3o 10:1-5 \u00e9 igual em conte\u00fado a Jo\u00e3o 10:7-18 que por sua vez, encontra clara refer\u00eancia em Jo\u00e3o 10:25-30 o que leva aos ouvintes a pegarem pedras pois desta vez tinham entendido direitinho que estavam sendo chamados de ladr\u00f5es, bandidos, cabritos, lobos trajados de ovelhas e basicamente incr\u00e9dulos insensatos (10:37-38)<\/p>\n<p class=\"western\">Com esta estrutura em mente, fica obvio de porque esta sess\u00e3o, a meu ver, define Jesus em perspectiva da cria\u00e7\u00e3o e em termos que at\u00e9 um cego espiritual consegue enxergar. N\u00e3o se iluda o leitor pensando que as pessoas que n\u00e3o creem em Jesus o fazem por n\u00e3o entend\u00ea-lo. N\u00e3o creem porque entendem na alma o princ\u00edpio da soberania do criador sobre a criatura e se rebelam contra isto que lhes resulta \u2013 ao seu ver \u2013 pouco vantajoso.<\/p>\n<p class=\"western\">Ent\u00e3o, quem \u00e9 Jesus? Bom, sintetizando suas palavras: ele \u00e9 o tudo. Ele \u00e9 a porta do aprisco e o bom pastor. De qual aprisco? Deste no qual o leitor se encontra e do outro no qual o leitor n\u00e3o ousaria entrar pois tanto este quanto o outro cont\u00eam ovelhas que pertencem ao bom pastor.<\/p>\n<ol>\n<ol>\n<ol start=\"6\">\n<li>\n<h3 class=\"western\">Jesus e a morte<\/h3>\n<\/li>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<\/ol>\n<p class=\"western\">Enquanto estamos vivos nos achamos grande coisa. Mesmo at\u00e9 quem tem que mexer com cad\u00e1veres, se acha grande coisa. Por\u00e9m, quando a morte bate de pertinho, entendemos nossa pr\u00f3pria grande limita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"western\">Caminhamos para a morte. \u00c9 inevit\u00e1vel. Por conta do nosso esp\u00edrito ser eterno, nos achamos com capacidade de realiza\u00e7\u00e3o eterna. Provar isso \u00e9 bastante simples: observe os mais idosos, repare que eles tem sonhos como se ainda tivessem 30, 50, 70 anos de vida por diante.<\/p>\n<p class=\"western\">A morte \u00e9 a \u00faltima grande consequ\u00eancia nesta terra da entrada do Pecado<sup><a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a><\/sup> no mundo. A limita\u00e7\u00e3o da vida \u00e9 um corol\u00e1rio das nossas pr\u00f3prias decis\u00f5es irrevers\u00edveis como ra\u00e7a. Escolhemos \u2013 como ra\u00e7a \u2013 nos parecermos com o Criador e por isso nos distinguimos ainda mais. \u00c9 uma ironia fatal (sem ironias).<\/p>\n<p class=\"western\">Assim como o cego de nascen\u00e7a n\u00e3o tinha escolhido ser cego mas a cegueira era um fruto do Pecado (e o apedrejamento era o curso socio-legal do pecado de adult\u00e9rio mesmo que a adultera n\u00e3o teria escolhido essa consequ\u00eancia) assim tamb\u00e9m n\u00e3o escolhemos ter vida perec\u00edvel.<\/p>\n<p class=\"western\">O que faz o criador? Se respeita plenamente a decis\u00e3o do Homem<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a> e o deixa seguir seu pr\u00f3prio rumo sem intervir, ele mesmo se torna irrespons\u00e1vel pela sua pr\u00f3pria cria\u00e7\u00e3o. Se ele interv\u00eam na marra e lhe imp\u00f5e suas decis\u00f5es, o Homem o poderia \u2013 com justi\u00e7a \u2013 acusar de injusto, intervencionista e por ai vai. Isso por s\u00f3 elencar um par de op\u00e7\u00f5es simplificantes.<\/p>\n<p class=\"western\">O pior \u00e9 que o inimigo da cria\u00e7\u00e3o (que transformamos em pr\u00edncipe deste mundo pelas nossas decis\u00f5es livres como ra\u00e7a l\u00e1 no \u00c9den) ficaria impune. Por mais que o que ele fez foi plenamente legal (pois escolhemos no pleno uso da nossa liberdade), \u00e9 imoral e por tanto alguma forma de tir\u00e1-lo do poder deve de existir. Ao mesmo tempo, Deus \u00e9 justo, ou seja, ele n\u00e3o poderia enganar a humanidade como o <i>pr\u00edncipe deste mundo<\/i>fez.<\/p>\n<p class=\"western\">A morte de Jesus na cruz tem v\u00e1rias consequ\u00eancias muitas delas imensur\u00e1veis desde nossa perspectiva de criaturas sujeitas a este mundo material. A s\u00edntese deste assunto est\u00e1 em Jo\u00e3o 12:31 e 32: <i>Agora, \u00e9 o ju\u00edzo deste mundo; agora, ser\u00e1 expulso o pr\u00edncipe deste mundo; e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos a mi<\/i><i>m<\/i>. O \u00e1pice da hist\u00f3ria n\u00e3o \u00e9 o nascimento do Cristo numa manjedoura e sim a morte do mesmo na cruz. \u00c9 a morte e n\u00e3o a ressurrei\u00e7\u00e3o do Cristo o que destrona o pr\u00edncipe deste mundo. A legalidade da morte foi eliminada por ter morrido o \u00fanico ser humano justo e com isso o Criador readquire os seus direitos sobre o ser humano e sua exist\u00eancia eterna.<\/p>\n<p class=\"western\">Quando Jesus trata com Marta sobre a morte do Lazaro, a f\u00e9 de Marta (muitas vezes criticada por preferir os afazeres da casa do que estar com o mestre) \u00e9 exposta assim como sua dor na frase recolhida em Jo\u00e3o 11:24 \u201c<i>Eu sei que ele vai ressuscitar na ressurrei\u00e7\u00e3o, no \u00faltimo dia<\/i>\u201d. Isso refletia talvez a classe social \u00e0 que Marta, Maria e Lazaro pertenciam (Bethania significa casa dos pobres) e quase que por conseguinte a linha doutrinaria e politica \u00e0 que pertenciam: os fariseus. Isso porque os fariseus eram mais pov\u00e3o que os saduceus e acreditavam na ressurrei\u00e7\u00e3o. Mas tamb\u00e9m refletiria algum ensinamento pr\u00e9vio dado por Jesus; mas ai estar\u00edamos especulando ainda mais, j\u00e1 que n\u00e3o h\u00e1 registro espec\u00edfico disso.<\/p>\n<p class=\"western\">Seja como for perante a morte do seu amigo Lazaro, Jesus exp\u00f5e seus sentimentos e tamb\u00e9m seu poder. Este homem \u00e9 o que dizia que podia perdoar pecados e se bem haviam controv\u00e9rsias sobre se o homem podia ou n\u00e3o perdoar outro homem o que n\u00e3o haviam d\u00favidas era que ningu\u00e9m poderia ressuscitar mortos. Em Jo\u00e3o n\u00e3o temos a frase \u201c<i>Qual \u00e9 mais f\u00e1cil? dizer: Os teus pecados te s\u00e3o perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?<\/i>\u201d como em Lucas 5:23 por\u00e9m a proposta \u00e9 a mesma: Los cap\u00edtulos 8 e 9 falam do perd\u00e3o de pecados, o 10 fala de Jesus e seu rebanho e o 11 e 12 falam do poder de Jesus sobre a morte.<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>Matiz: <span style=\"font-size: xx-small;\">s.m. Diferentes tons por que passa uma mesma cor.<br \/>\nFig. Leve diferen\u00e7a entre coisas do mesmo g\u00eanero: matizes de opini\u00e3o.<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote2\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a>Antropogenia \u00e9 a ci\u00eancia que estuda as origens dos seres humanos. Estamos usando a palavra aqui num contexto mais restritos cientes da amplitude do que a palavra original pretende significar.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote3\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a>J\u00e1 combinamos anteriormente chamar de <i>Pecado<\/i> com &#8216;P&#8217; mai\u00fascula \u00e0quele poder que permeia toda a cria\u00e7\u00e3o desde a escolha de Ad\u00e3o e Eva e chamar de <i>pecado<\/i> com &#8216;p&#8217; minuscula \u00e0s decis\u00f5es particulares contrarias \u00e0 vontade divina seja por a\u00e7\u00e3o, omiss\u00e3o ou pensamento.<\/p>\n<\/div>\n<div id=\"sdfootnote4\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a>Novamente Homem (com &#8216;H&#8217; maiuscula) indica a ra\u00e7a, ao passo que um indiv\u00edduo o representaremos com &#8216;h&#8217; minuscula.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evangelho de Jo\u00e3o Jesus e a cria\u00e7\u00e3o Jo\u00e3o 1:1-21:25 Raz\u00f5es e prop\u00f3sito Falar sobre o evangelho de Jo\u00e3o pode parecer para muitos como chover sobre o molhado. Por\u00e9m, diferentemente do que possa parecer h\u00e1 um desafio enorme neste evangelho. 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