{"id":489,"date":"2015-07-30T11:00:15","date_gmt":"2015-07-30T14:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=489"},"modified":"2016-01-21T12:52:17","modified_gmt":"2016-01-21T14:52:17","slug":"jesus-e-as-essencialidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/jesus-e-as-essencialidades\/","title":{"rendered":"Jesus e as essencialidades"},"content":{"rendered":"<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Liberation Sans,Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size: xx-large;\"><b>Evangelho de Jo\u00e3o<\/b><\/span><\/span><\/p>\n<p align=\"center\"><span style=\"font-family: Liberation Sans,Arial,sans-serif;\"><span style=\"font-size: x-large;\">Jesus e as essencialidades<\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"western\" align=\"center\">Jo\u00e3o 6:1-7:52<\/p>\n<h2 class=\"western\">Introdu\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p class=\"western\">O que \u00e9 essencial para a vida? A comida? A \u00e1gua? O p\u00e3o? Jesus? As festas?<\/p>\n<p class=\"western\">H\u00e1 dois elementos que aparecem nas duas partes do bloco: A \u00e1gua e o p\u00e3o. A personagem em cada um dos blocos \u00e9 distinta e a mesma em certo sentido: o povo que busca e o povo que rejeita.<\/p>\n<p class=\"western\">\u00c9 muito interessante a estrutura que Jo\u00e3o nos prop\u00f5e: Cria\u00e7\u00e3o, Pessoas, Perguntas. Claro, como de costume, neste bloco h\u00e1 outros grandes assuntos entremeados. Temos por exemplo a economia do reino, os milagres, a fam\u00edlia de Jesus, o povo&#8230; enfim, uma riqueza quase infind\u00e1vel. Me parece, por\u00e9m, que h\u00e1 um fio condutor nesses cap\u00edtulos seis e sete. A pergunta que junta temas, relatos e ilustra\u00e7\u00f5es t\u00e3o diversas, \u00e9 o seguinte: O que \u00e9 essencial para a vida? Se j\u00e1 respondemos que a vida \u00e9 uma cria\u00e7\u00e3o de Deus, se j\u00e1 dizemos que as pessoas s\u00e3o realmente mais importantes do que as ideologias, o que \u00e9 que sobra se tirarmos as ant\u00edteses das coisas expostas?<\/p>\n<p class=\"western\">Parece-me que o medo \u00e0s perguntas mais b\u00e1sicas \u00e9 o que nos leva a revestir a exist\u00eancia de perguntas aparentemente reais. Com isso, ficamos \u00e0s voltas com problemas imagin\u00e1rios ao passo que o realmente essencial se nos escapa. Jo\u00e3o prop\u00f5e o seguinte: Cria\u00e7\u00e3o \u2192 Pessoas \u2192 O Que \u00e9 essencial?<\/p>\n<p class=\"western\">Este bloco pode por sua vez ser dividido em duas partes: Essencialidade Geral, Essencialidade Particular. Enquanto o cap\u00edtulo seis fala da multid\u00e3o e do povo que procura por Jesus, o cap\u00edtulo sete fala da fam\u00edlia terrena de Jesus, do Povo Judeu em sua festa mais importante, da primeira tentativa de prender Jesus e dos l\u00edderes judaicos que n\u00e3o creem.<\/p>\n<p class=\"western\">Por sua vez, a proposta de Jesus em qualquer uma das perspectivas \u00e9 a mesma: Jesus \u00e9 a ess\u00eancia da Vida. No seis ele \u00e9 o P\u00e3o da Vida e no sete ele \u00e9 a \u00c1gua Viva. Dito em outras palavras, n\u00e3o interessa se voc\u00ea \u00e9 parte da plebe (o problema de quem est\u00e1 na elite) ou parte da elite (o problema de quem \u00e9 massa) a ess\u00eancia da sua vida se encontra em Jesus e fora dele o que voc\u00ea tem n\u00e3o \u00e9 vida.<\/p>\n<h2 class=\"western\">Estrutura do texto<\/h2>\n<p class=\"western\">Jo\u00e3o parte de dois eventos compartilhados com o relato sin\u00f3tico do evangelho: A multiplica\u00e7\u00e3o dos P\u00e3es (presente em Mateus<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote1sym\" name=\"sdfootnote1anc\"><sup>1<\/sup><\/a>, Marcos<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote2sym\" name=\"sdfootnote2anc\"><sup>2<\/sup><\/a> e Lucas<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote3sym\" name=\"sdfootnote3anc\"><sup>3<\/sup><\/a>) e Jesus caminhando sobre as \u00e1guas (presente em Mateus e Marcos).<\/p>\n<p class=\"western\">Quando comparamos o conjunto estrutural (cap\u00edtulos 6 e 7 seguidos do 8) vemos que h\u00e1 uma similaridade fant\u00e1stica com os sin\u00f3ticos (ou ao menos com Mateus e Marcos). Os tr\u00eas trazem os relatos acomodados na seguinte sequencia: Multiplica\u00e7\u00e3o dos P\u00e3es, Jesus andando sobre as \u00e1guas, o problema da tradi\u00e7\u00e3o judaica, a f\u00e9 de uma mulher.<\/p>\n<p class=\"western\">Claro que n\u00e3o \u00e9 foco deste estudo vasculhar nessa macro estrutura, mas a mencionamos no intuito de despertar um interesse maior nessas intera\u00e7\u00f5es que vez ou outra aparecem e que se tornam especiais, j\u00e1 que Jo\u00e3o dificilmente se v\u00ea compelido a seguir os sin\u00f3ticos<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote4sym\" name=\"sdfootnote4anc\"><sup>4<\/sup><\/a>.<\/p>\n<p class=\"western\">Seja como for, a estrutura continua a ser a mesma que em outros blocos de Jo\u00e3o: Relatos, Discurso (ou intera\u00e7\u00e3o), Rea\u00e7\u00e3o, Repeti\u00e7\u00e3o do Discurso, Mais rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p class=\"western\">Os sinais miraculosos (p\u00e3es e \u00e1gua) d\u00e3o lugar a um discurso de Jesus que provoca uma rea\u00e7\u00e3o no povo. Jesus se afasta e volta a cena para mais um discurso e mais rea\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<h2 class=\"western\">Os afastamentos de Jesus<\/h2>\n<p class=\"western\">H\u00e1 uma tend\u00eancia generalizada que nos leva a pensar que uma pessoa forte n\u00e3o se afasta. Como o ideal \u00e9 ser forte, o ideal \u2013 por extens\u00e3o \u2013 \u00e9 n\u00e3o se afastar da luta. Parafraseando Freud, somos de carne mas somos obrigados a agir como se fossemos de ferro.<\/p>\n<p class=\"western\">Estes dois cap\u00edtulos de Jo\u00e3o est\u00e3o recheados de momentos em que Jesus se afastou. Retirou-se do local, da multid\u00e3o, dos eventos do momento seja para pensar, orar, ou preservar a vida.<\/p>\n<p class=\"western\">I) Os relatos de Mateus e Marcos s\u00e3o concordantes em dizer que a primeira multiplica\u00e7\u00e3o de p\u00e3es e peixes aconteceu ap\u00f3s a decapita\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o o Batista<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote5sym\" name=\"sdfootnote5anc\"><sup>5<\/sup><\/a>. Lucas coloca o evento ap\u00f3s o envio dos doze. Seja como for, os quatro relatos iniciam com um breve retiro de Jesus e seus disc\u00edpulos (Jo 6:3). Se como se diz comumente a voz da maioria n\u00e3o \u00e9 a voz de Deus, ent\u00e3o a voz de uma multid\u00e3o n\u00e3o necessariamente reflete a vontade do Criador.<\/p>\n<p class=\"western\">II) O segundo afastamento de Jesus (Jo 6:15) acontece logo ap\u00f3s alimentar a multid\u00e3o e esta \u2013 aparentemente \u2013 se \u201d<i>converter<\/i>\u201d em massa. Ao separar-se dessa massa, ele mant\u00eam o foco na vontade divina e recua da tenta\u00e7\u00e3o de formar um reino terreno. Se h\u00e1 uma prova de que o reino de Deus n\u00e3o \u00e9 terreno, \u00e9 este afastamento aqui.<\/p>\n<p class=\"western\">III) O terceiro afastamento (Jo 7:1) busca preservar a vida pois o tempo dele (de morrer) ainda n\u00e3o tinha chegado. Consciente e propositalmente Jesus adia o momento de encontro com os seus captores. Por\u00e9m, quando a festa chega ao seu ponto mais alto, ele aparece e coloca uma das frases mais formosas de toda a Biblia: \u201c<i>Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluir\u00e3o rios de \u00e1gua viva<\/i>\u201d<\/p>\n<h2 class=\"western\">Os sinais miraculosos<\/h2>\n<p class=\"western\">Existem dois sinais miraculosos que acham ecos com ao menos dois eventos do antigo testamento: A multiplica\u00e7\u00e3o dos p\u00e3es &#8211; que ecoa com o man\u00e1 dos tempos de Mois\u00e9s &#8211; e a caminhada sobre as \u00e1guas &#8211; que nos lembra da travessia do povo hebreu no mar vermelho sob comando de Mois\u00e9s.<\/p>\n<p class=\"western\">N\u00e3o \u00e9 por acaso que Jo\u00e3o (e os outros relatores do evangelho) colocam Jesus como superior a Mois\u00e9s. E tamb\u00e9m n\u00e3o \u00e9 por acaso que a rea\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o violenta por parte de quem ouvia inicialmente as palavras de Jesus.<\/p>\n<h2 class=\"western\">Jesus \u00e9 superior a Mois\u00e9s<\/h2>\n<p class=\"western\">Mois\u00e9s tinha adquirido tal envergadura na mente coletiva que n\u00e3o conseguiam perceber que se tratava apenas de um <i>tipo<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote6sym\" name=\"sdfootnote6anc\"><sup>6<\/sup><\/a><\/i> do Cristo que haveria de vir. N\u00e3o se tratava de colocar a Mois\u00e9s em uma posi\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 que merecia, mas sim em uma posi\u00e7\u00e3o inferior \u00e0 que o povo o tinha elevado.<\/p>\n<p class=\"western\">Como tudo em Jo\u00e3o, \u00e9 na pr\u00f3pria estrutura e prop\u00f3sito do seu livro que encontramos as raz\u00f5es pelas que escreve o que escreve. Esta sess\u00e3o que estamos analisando resolve um problema existencial levantado no 5:45-47<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote7sym\" name=\"sdfootnote7anc\"><sup>7<\/sup><\/a>. Veja especialmente o vers\u00edculo 46: <i>Se voc\u00eas cressem em Mois\u00e9s, creriam em mim, pois ele escreveu a meu respeito<\/i>.<\/p>\n<p class=\"western\">As intera\u00e7\u00f5es que se seguem nos vers\u00edculos 6:30-32, 48-51, 58; 7:21-24, 37-39<a class=\"sdfootnoteanc\" href=\"#sdfootnote8sym\" name=\"sdfootnote8anc\"><sup>8<\/sup><\/a> denotam que o grande problema dos judeus era desapegar de Mois\u00e9s.<\/p>\n<h2 class=\"western\"><i>A<\/i><i>quele que <\/i><i><span style=\"text-decoration: underline;\">cr\u00ea<\/span><\/i> n\u00e3o \u00e9 o mesmo que <i>Aquele que <\/i><i><span style=\"text-decoration: underline;\">crer<\/span><\/i><\/h2>\n<p class=\"western\">Como bons evang\u00e9licos temos a tend\u00eancia a achar que crer \u00e9 mais um ato do que uma essencialidade existencial. Os vers\u00edculos 6:25ss precisam ser analisados mais detidamente deixando que o texto diga o que tem para dizer. Se concordamos ou n\u00e3o com ele s\u00e3o outros quinhentos.<\/p>\n<p class=\"western\">Para a pergunta de \u201c<i>O que precisamos fazer para realizar as obras que Deus quer?<\/i>\u201d (v28) Jesus responde com o que chamo de &#8216;n\u00e3o-ato&#8217;. Ele diz: \u201c<i>A bora de Deus \u00e9 esta: crer naquele que ele enviou<\/i>\u201d (v29). Ora, esse <i>crer<\/i> ai tem que ser analisado junto com as outras frases que o pr\u00f3prio Jesus pronuncia sob este assunto; a saber: <i>\u201c<\/i><i>Eu sou o p\u00e3o da vida. Aquele que <\/i><i><b>vem<\/b><\/i><i> a mim nunca ter\u00e1 fome; aquele que <\/i><i><b>cr\u00ea<\/b><\/i><i> em mim nunca ter\u00e1 sede.<\/i>\u201d (v35) \u201c<i>Porque a vontade de meu Pai \u00e9 que todo aquele que olhar para o Filho e nele <\/i><i><b>crer<\/b><\/i><i> tenha a vida eterna, e eu o ressu<\/i><i>s<\/i><i>citarei no \u00faltimo dia<\/i>\u201d (v40) \u201c<i>Asseguro-lhes que aquele que <\/i><i><b>cr\u00ea<\/b><\/i><i> tem a vida eterna<\/i>\u201d (v47) \u201c<i>Contudo, h\u00e1 alguns de voc\u00eas que n\u00e3o <\/i><i><b>cr\u00eaem<\/b><\/i><i>.<\/i>\u201d(v64) \u201c<i>Quem <\/i><i><b>crer<\/b><\/i><i> em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluir\u00e3o rios de \u00e1gua viva<\/i>\u201d (v38)<\/p>\n<p class=\"western\">\u00c9 claro que este assunto requer uma analise mais demorada, mas \u00e0 guisa de resumo podemos dizer o seguinte: a maior parte do tempo, Jesus trata a f\u00e9 como uma coisa sendo desenvolvida corriqueiramente e n\u00e3o um ato \u00fanico irrepet\u00edvel. N\u00e3o quero dizer com isso que a vida crist\u00e3 n\u00e3o tenha (ou n\u00e3o deva ter) um in\u00edcio. N\u00e3o se trata de ter ou n\u00e3o ter cultos evangel\u00edsticos ou de conduzir uma pessoa em uma ora\u00e7\u00e3o de arrependimento. Sempre h\u00e1 de haver um ponto inicial se poss\u00edvel. Todavia, o que me parece que falta \u00e9 a no\u00e7\u00e3o de que Jesus n\u00e3o insiste tanto no ponto inicial como na vida do dia-a-dia. Veja por voc\u00ea mesmo, \u00e9 obvio que o seu dia de nascimento \u00e9 importante mas quero ver voc\u00ea viver todos os dias da sua vida s\u00f3 com aquele primeiro ar que entrou nos seus pulm\u00f5es ou o primeiro leite bebido.<\/p>\n<h2 class=\"western\"><b>O problema da religiosidade<\/b><\/h2>\n<p class=\"western\">Julgamos comumente que o problema da religiosidade s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es externas. Achamos que se uma pessoa costuma ir regularmente aos cultos ou se ajoelhar para orar ou se tiver algum relic\u00e1rio, ros\u00e1rio ou coisa semelhante, j\u00e1 \u00e9 uma pessoa religiosa e por tanto sem vida espiritual.<\/p>\n<p class=\"western\">Se bem isso n\u00e3o \u00e9 de tudo errado ele condena o pr\u00f3prio Jesus j\u00e1 que ele mesmo tinha o h\u00e1bito de ir na sinagoga (6:59).<\/p>\n<p class=\"western\">O que vemos nestes dois cap\u00edtulos de Jo\u00e3o, \u00e9 justamente um combate contra a religiosidade mas n\u00e3o necessariamente contra certas rotinas. Religi\u00e3o \u00e9 re-ligar; voltar a juntar. Nesse sentido, nossa <i>religi\u00e3o<\/i> \u00e9 Jesus, o Cristo.<\/p>\n<p class=\"western\">Religiosidade (ou em termos comuns, religi\u00e3o) \u00e9 um conjunto de passos que devem ser seguidos para atingir um bem espiritual. \u00c9 a substitui\u00e7\u00e3o do essencial pelo tempor\u00e1rio, o celestial pelo terreno, o Cristo por uma imagem dele.<\/p>\n<p class=\"western\">Os judeus tinham erguido Mois\u00e9s a uma posi\u00e7\u00e3o que n\u00e3o lhe pertencia. Ele era o her\u00f3i nacional, o que levava os louros. Esqueciam assim que o realmente importante era o Messias para o qual o pr\u00f3prio Mois\u00e9s apontava.<\/p>\n<p class=\"western\">Acreditar na miss\u00e3o de Mois\u00e9s ou louv\u00e1-lo pelos seus feitos n\u00e3o era errado. Lembrar dos atos dele no deserto e de como ele tinha conduzido o povo tamb\u00e9m n\u00e3o. Tornar ele mais importante do que Jesus sim.<\/p>\n<p class=\"western\">Para a vida eterna (que come\u00e7a aqui e agora), Jesus \u00e9 essencial. Todo o resto \u00e9 sup\u00e9rfluo por melhor que seja.<\/p>\n<p class=\"western\">Ent\u00e3o, qual \u00e9 <i>seu<\/i> Mois\u00e9s?<\/p>\n<div id=\"sdfootnote1\">\n<p class=\"sdfootnote-western\"><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote1anc\" name=\"sdfootnote1sym\">1<\/a>Mt 14:13-21<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote2anc\" name=\"sdfootnote2sym\">2<\/a>Mc 6:30-44<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote3anc\" name=\"sdfootnote3sym\">3<\/a>Lc 9:10-17<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote4anc\" name=\"sdfootnote4sym\">4<\/a>\u00c9 claro que cabe a cr\u00edtica de que o cap\u00edtulo 8 foi acrescido bem mais tardiamente ao evangelho na vers\u00e3o joanina. Todavia, os outros dois cap\u00edtulos seguem a mesma orienta\u00e7\u00e3o nos tr\u00eas evangelhos mencionados.<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote5anc\" name=\"sdfootnote5sym\">5<\/a>Por que \u00e9 que Jo\u00e3o n\u00e3o traz o relato da morte da decapita\u00e7\u00e3o de Jo\u00e3o o Batista? Bom, ao meu ver porque isso n\u00e3o modifica em nada a f\u00e9 de quem l\u00ea. Jo\u00e3o o evangelista tinha como prop\u00f3sito condensar as coisas que Jesus tinha feito para que os leitores cressem. Logo, sendo que a passagem n\u00e3o \u00e9 essencial a esse prop\u00f3sito, facilmente pode ser descartada. Por esse princ\u00edpio, o da auto-limita\u00e7\u00e3o na escrita para manter o material focado, devem ser analisados todos os textos joaninos.<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote6anc\" name=\"sdfootnote6sym\">6<\/a>A palavra <i>tipo <\/i>aqui est\u00e1 sendo usada no sentido de <i>modelo pr\u00e9vio<\/i>. Ou seja, Mois\u00e9s nada mais era do que um modelo pelo qual o povo poderia identificar o Messias (o Cristo) quando este chegasse. Veja Heb.3:1-6<br \/>\n<a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote7anc\" name=\"sdfootnote7sym\">7<\/a>A mesma ideia do final do cap\u00edtulo 5 aparece em 7:19: <i>Mois\u00e9s n\u00e3o lhes deu a Lei? No entanto, nenhum de voc\u00eas lhe obedece<br \/>\n<\/i><a class=\"sdfootnotesym\" href=\"#sdfootnote8anc\" name=\"sdfootnote8sym\">8<\/a>A ilustra\u00e7\u00e3o das \u00e1guas brotando do interior de quem cr\u00ea em Jesus, me leva a pensar na rocha no deserto que Mois\u00e9s bateu. Paulo faz uma an\u00e1lise semelhante em 1Cor.10:4<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Evangelho de Jo\u00e3o Jesus e as essencialidades Jo\u00e3o 6:1-7:52 Introdu\u00e7\u00e3o O que \u00e9 essencial para a vida? A comida? A \u00e1gua? O p\u00e3o? Jesus? As festas? 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