{"id":509,"date":"2019-05-07T06:13:31","date_gmt":"2019-05-07T09:13:31","guid":{"rendered":"http:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/?p=509"},"modified":"2019-08-09T08:32:51","modified_gmt":"2019-08-09T11:32:51","slug":"a-heranca-esquecida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/igrejapequena.com.br\/blog\/a-heranca-esquecida\/","title":{"rendered":"A heran\u00e7a esquecida"},"content":{"rendered":"<p>Era uma vez um povo que vivia sua pequena felicidade. N\u00e3o se sentia infeliz nem muito menos. Tinha achado seu ponto de equil\u00edbrio e \u2013 mesmo que ocasionalmente os membros desse povo falassem uns ao outro da triste situa\u00e7\u00e3o dos que n\u00e3o pertenciam a este povo \u2013 pouco e nada faziam ao respeito. Era mais uma formalidade que ajudava na aceita\u00e7\u00e3o por parte dos outros do mesmo povo, do que realmente uma carga.<\/p>\n<p>Tudo nesse povo era circular. Nele nada era quadrado, triangular, hexagonal, ou de qualquer outra forma poligonal. Tudo era simplesmente um c\u00edrculo. Alguns maiores, outros menores, mas sempre c\u00edrculos. Haviam por vezes c\u00edrculos t\u00e3o enormes que, observados de perto e por pouco tempo, pareciam uma reta.<\/p>\n<p>Para se ter uma ideia, os planos e projetos eram circulares. Eles come\u00e7avam e acabavam sempre no mesmo ponto que tinham come\u00e7ado (ou acabado antes, ningu\u00e9m mais sabia). De esta forma, se podia ter a ideia de movimento sem nunca ao menos passar por lugares ou situa\u00e7\u00f5es novas. Tudo quanto se observava j\u00e1 era conhecido por algu\u00e9m de alguma forma e com isso os mais novos n\u00e3o tinham necessidade de sentirem medo ou afli\u00e7\u00e3o j\u00e1 que algu\u00e9m da gera\u00e7\u00e3o anterior (ou anterior \u00e0 anterior, ningu\u00e9m mais sabia) j\u00e1 tinha passado por l\u00e1.<\/p>\n<p>Haviam ao menos quatro c\u00edrculos b\u00e1sicos na vida deste povo: o \u00edntimo, o particular, o simulado e o externo irreal. No c\u00edrculo \u00edntimo ningu\u00e9m entrava a n\u00e3o ser a pr\u00f3pria pessoa. Neste espa\u00e7o, as ideias e sonhos se revolviam de forma mais ou menos desorganizada mas sem nunca ao menos poderem sair para os c\u00edrculos mais externos. Como muito, alguma ideia que j\u00e1 tinha sido ouvida nos c\u00edrculos mais externos era devolvida ao c\u00edrculo particular, com muita dificuldade ao simulado (sempre e quando a aceita\u00e7\u00e3o fosse de alguma forma garantida) mas, com certeza, nunca, mas nunca mesmo, sairiam ao c\u00edrculo externo irreal.<\/p>\n<p>Por conta dos c\u00edrculos serem conc\u00eantricos o equil\u00edbrio do esquema todo dependia em grande medida do ponto mais b\u00e1sico assim como da velocidade de giro dos c\u00edrculos mais externos, mais ou menos como o rodopiar de um pi\u00e3o. Enquanto tudo continuasse a girar com a suficiente velocidade o pino continuaria como ponto de apoio e enquanto o ponto de apoio continuasse l\u00e1, tudo iria a continuar girando e a t\u00e3o bem conhecida e est\u00e1tica felicidade estaria garantida.<\/p>\n<p>&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Era uma vez um povo que vivia sua pequena felicidade. N\u00e3o se sentia infeliz nem muito menos. Tinha achado seu ponto de equil\u00edbrio e \u2013 mesmo que ocasionalmente os membros desse povo falassem uns ao outro da triste situa\u00e7\u00e3o dos que n\u00e3o pertenciam a este povo \u2013 pouco e nada faziam ao respeito. 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