Me perguntaram – teoricamente – como seria desenvolver o engajamento e o envolvimento da congregação local em algum projeto local. Em lugar de responder de forma hipotética, apresentei uma síntese do que está rondando minha cabeça esses dias e que compartilho com vocês:
O desafio que tenho pela frente é o de descobrir e estabelecer qual o rumo que a congregação que pastoreio deveria tomar. Porém, dizer isso em primeira pessoa em um meio congregacionalista pode parecer auto-confiança excessiva.
Seja como for, não me posso subtrair de que são os meus olhos que vêm quase que diariamente os venezuelanos que vão chegando e ficando na nossa cidade. Como estrangeiro em terras tupiniquins, sei que nem sempre é fácil compreender como a sociedade brasileira funciona e muito menos como aproveitar esses ventos do alto-mar da diáspora.
Imagino pontualmente as mães e pais de filhos adolescentes que – havendo tido uma vida financeira avultada – agora se encontram à deriva faltando-lhes a orientação e achando na mendicância a única opção.
Trata-se, então, de mostrar o que meus olhos vêm e o que meu coração sente não apenas à minha congregação, mas a todas aquelas outras que possam participar por não se tratar apenas de levar um prato de comida.
Precisamos de assistentes sociais, professores, contadores e qualquer outro profissional com os quais possamos construir e implementar um plano a longo prazo que não seja só um paliativo mais e sim uma convergência multidisciplinar cristã.