Existe uma confusão bem comum quando se fala em “amor”. Muita gente entende que amar o próximo significa aceitar tudo, concordar com tudo e nunca confrontar. Como se amor fosse sinônimo de aprovação.
Mas não foi isso que Jesus ensinou.
Quando ele disse: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo”(Mt. 22:39) Ele não está falando de passar pano para o erro. Está falando de responsabilidade.
Ninguém que se ama de verdade deseja permanecer no erro. Logo, amar a si mesmo não é se enganar. Não é justificar o próprio pecado ou terceirizar a responsabilidade. É reconhecer, se arrepender e buscar transformação.
Então, amar o próximo como a si mesmo implica exatamente isso: Não abandonar o outro no erro.
Quando Ele diz:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mateus 22:39)
Ele não está criando uma ideia nova. Ele está citando diretamente:
“Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Levítico 19:18)
E o contexto desse texto é muito claro — e pouco lembrado.
Antes desse versículo, está escrito:
“Não odiarás teu irmão no teu coração; certamente repreenderás o teu próximo, e não levarás sobre ti pecado por causa dele.” (Levítico 19:17)
Jesus nunca confundiu amor com permissividade. Ele acolhia, sim. Mas também dizia: “Vai e não peques mais.” (João 8:11) Ou seja, há graça, mas há direção.
O problema é que confrontar em amor exige coragem.
É muito mais fácil ficar em silêncio, evitar o desconforto, manter uma falsa paz.
Mas isso não é amor. Isso é omissão
O verdadeiro amor não humilha, não expõe desnecessariamente, não agride. Mas também não se cala diante do que destrói o outro.
Paulo fala a mesma coisa: “Seguindo a verdade em amor” (Efésios 4:15)
Sem verdade, o amor vira sentimentalismo e a verdade vira dureza.
O equilíbrio é uma jóia rara. Mas é o caminho. Aliás, talvez seja “O” caminho
Amar alguém, de verdade, é querer vê-lo inteiro. E, às vezes, isso passa por dizer o que ele não quer ouvir. Com cuidado, com respeito. Mas com a verdade.