Quando Deus não resolve, mas sustenta.

Têm coisas na vida que a gente, ora, clama, insiste, pede… e não mudam

Isso incomoda. Porque, no fundo, a gente acredita que, se Deus quiser, Ele resolve. E resolve mesmo. Só que nem sempre. E, confie, entre o que você quer e o que Deus quer, o que Deus quer vai ser realizado.

Paulo fala de um “espinho na carne”. Algo que o incomodava profundamente. Ele orou três vezes para que aquilo fosse tirado dele. Não era pouca coisa. Era sofrimento real.

E a resposta de Deus não foi a que ele queria:

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” 2Cor. 12:9

Deus não removeu. Deus sustentou.

Isso quebra uma expectativa nossa. Porque a gente associa Deus com solução. Mas às vezes Ele se apresenta como sustento. Nem tudo vai ser resolvido no jeito ou no momento que a gente quer. Aliás, algumas coisas permanecem. Não como castigo, mas como terreno para cultivo, ambiente, contexto.

E é nesse contexto que algo mais profundo acontece.

Paulo chega a dizer que se gloria nas fraquezas. Não porque gostasse de sofrer, mas porque entendeu algo: quando ele é fraco, então é que é forte.

A intuição nos levaria para outro lado. A gente preferiria ter força antes do que fraqueza. Deus, porém, muitas vezes trabalha ao contrário.

Talvez maturidade não seja ver todos os problemas resolvidos como criança mimada. Talvez seja permanecer inteiro mesmo quando algumas coisas não mudam.

Isso não é passividade ou desistência. É confiança.

Confiança de que Deus não perdeu o controle só porque a situação não mudou.

E, às vezes, o maior milagre não é a remoção do espinho, mas é você continuar de pé… com Ele.

Sobre Esteban D. Dortta

Esteban é um pastor evangélico. Estudou teologia no Seminário Teológico Batista do Uruguai entre 1991 e 1994. Nascido em 1971, vive no Brasil desde 1995. Entende que a liberdade de pensamento, expressão e reunião são essenciais para o desenvolvimento não apenas cristão, mas de toda a sociedade.