O Belo e a Verdade

Há um senso comum sobre aquilo que é belo e há claramente uma consciência universal sobre aquilo que é verdade. Jamais ouvi de alguém olhar para um pôr do sol e achá-lo “feio”; tampouco ouvi sobre nenhuma civilização humana onde a vida não fosse um valor a ser preservado! O belo é belo mesmo que ele se manifeste através de alguém que tente se profissionalizar na produção da feiura. A verdade é verdade mesmo quando é dita na boca de alguém que mentiu antes e mentiu depois! O belo está em toda parte: na música, nas cores, na arte, nos contornos, nas variedades, nas culturas, nas preferências, na natureza. O melhor telescópio consegue captar o belo para além do planeta terra; o melhor microscópio o faz nos “nano-seres” e nossos olhos comuns não ficam isentos e alheios à toda beleza existente na existência. A verdade, aquela que está intacta, aquela libertadora, aquela que é e será para sempre também está espalhada por toda parte. Há quem deseja limitá-la, há os que acham que a detém, há os que cobram direitos autorais por ela, mas no final das contas a verdade é, ela é viva, ela transforma, ela conduz pessoas que nem se dão conta de sua vitalidade. A verdade está em toda parte, detecte-a e se permita inundar por ela. O belo e a verdade se fazem presentes; há quem prefira o feio e a mentira; mas alguém que prova do belo e da verdade encherga o suficiente para dizer: “Ah! Quão maravilhosa existência! Hoje eu sei o que é viver”!