Conversando com o povo, percebo que quando falamos da “única regra de fé e prática” boa parte tanto de leigos quanto pastores tendem a pensar como um conjunto de regras a serem seguidas por meio das quais atingir a boa ventura do criador.
Deveríamos tê-la mais como um nível, que nem os dos pedreiros, que serve para estimar se a construção está seguindo um padrão certo. Não seja o caso de depois descobrir que duas vigas que deveriam trabalhar juntas estão em níveis diferentes colocando em risco a obra inteira.
Ter na Bíblica a única regra de fé e prática deveria ser o fator distintivo da igreja reformada e evangélica. Distintivo no sentido daquilo que nos distingue da Igreja Católica Apostólica e Romana em que além da Bíblia, outras fontes como a tradição, os credos e a autoridade papal são consideradas no mesmo patamar.
Sendo a única regra de fé e prática deveria distinguir-nos do povo neo-pentecostal não como se fossemos nós (evangélicos e/ou reformados) a última bolacha do pacote, mas como sendo ela a única tábua de salvação que lhes resta na hecatombe que eles têm provocado não apenas abandonando a arte da exegese como impedindo o povo de se aproximar sem intermediários ao Senhor da Bíblia.