Única regra de fé e prática?

Conversando com o povo, percebo que quando falamos da “única regra de fé e prática” boa parte tanto de leigos quanto pastores tendem a pensar como um conjunto de regras a serem seguidas por meio das quais atingir a boa ventura do criador.

Deveríamos tê-la mais como um nível, que nem os dos pedreiros, que serve para estimar se a construção está seguindo um padrão certo. Não seja o caso de depois descobrir que duas vigas que deveriam trabalhar juntas estão em níveis diferentes colocando em risco a obra inteira.

Ter na Bíblica a única regra de fé e prática deveria ser o fator distintivo da igreja reformada e evangélica. Distintivo no sentido daquilo que nos distingue da Igreja Católica Apostólica e Romana em que além da Bíblia, outras fontes como a tradição, os credos e a autoridade papal são consideradas no mesmo patamar.

Sendo a única regra de e prática deveria distinguir-nos do povo neo-pentecostal não como se fossemos nós (evangélicos e/ou reformados) a última bolacha do pacote, mas como sendo ela a única tábua de salvação que lhes resta na hecatombe que eles têm provocado não apenas abandonando a arte da exegese como impedindo o povo de se aproximar sem intermediários ao Senhor da Bíblia.

Sobre Esteban D. Dortta

Esteban é um pastor evangélico. Estudou teologia no Seminário Teológico Batista do Uruguai entre 1991 e 1994. Nascido em 1971, vive no Brasil desde 1995. Entende que a liberdade de pensamento, expressão e reunião são essenciais para o desenvolvimento não apenas cristão, mas de toda a sociedade.